Educação em Pará de Minas sob lupa: vereadora fiscaliza escolas e questiona proposta para criar 120 cargos de auxiliares

A qualidade do ensino e a infraestrutura das instituições municipais de Pará de Minas foram o centro das atenções durante reunião da Câmara Municipal, realizada ontem (07). A vereadora Camila Gonçalves de Araújo (PSDB) apresentou um balanço das visitas que vem realizando em diversas unidades escolares, revelando um cenário que exige atenção imediata do Poder Executivo, especialmente no que diz respeito ao suporte para alunos com deficiência.

Diagnóstico das escolas e o dossiê da educação
Com a meta de visitar todas as 34 escolas do município, a parlamentar já percorreu seis unidades e identificou contrastes gritantes. Embora tenha elogiado a organização das cozinhas e o trabalho das serventes, Camila classificou a situação estrutural de algumas creches como “assustadora”.

“Ontem na escola me chamou atenção a questão das crianças não ter mesa e cadeirinhas; crianças do infantil 3 ficam o dia todo sentadas no chão ou em tapetes”, relatou a vereadora, mencionando especificamente o CMEI Odete Valadares. Diante do que encontrou, ela anunciou a criação de um “dossiê de educação” para reivindicar melhorias fundamentais tanto para os alunos quanto para as condições de trabalho dos servidores:

Camila Gonçalves de Araújo
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A urgência do professor de apoio e o papel do vínculo
Um dos pontos mais sensíveis abordados por Camila Gonçalves foi a carência de professores de apoio. A vereadora apresentou requerimentos detalhando casos de crianças que já possuem diagnóstico médico fechado, mas que permanecem sem o auxílio necessário em sala de aula.

Como terapeuta ocupacional e especialista na área, a parlamentar destacou que o suporte vai além do pedagógico. “O adequado é que o próprio professor apoio faça todas as atividades com aquela criança… desde a atividade pedagógica até o banho, a higiene, a troca e a alimentação”, explicou. Ela reforçou que crianças com autismo, por exemplo, necessitam de um vínculo sólido: “Esse vínculo é desenvolvido com o professor apoio, que entende melhor ele e tem um melhor relacionamento”:

Camila Gonçalves de Araújo
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Polêmica sobre a criação de cargos de auxiliar escolar
A parlamentar também demonstrou preocupação com o Projeto de Lei Complementar nº 01/2026, que prevê a criação de 120 cargos de auxiliares escolares de nível médio. O receio da vereadora é que essa nova função seja utilizada para substituir o professor de apoio, o que poderia prejudicar o desenvolvimento dos estudantes que precisam de acompanhamento especializado.

“Nós sabemos aí que a criança, ela precisa é do professor apoio, não somente de um auxiliar para fazer troca ou dar alimentação”, alertou Camila. Ela criticou a possibilidade de se fragmentar o atendimento ao aluno: “Depois agora já vem um para cuidar da alimentação e da higiene… isso também complica o lado do menino… ter muita gente assim também complica”:

Camila Gonçalves de Araújo
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A vereadora Camila Gonçalves de Araújo defende que a Secretaria Municipal de Educação mantenha o foco na contratação de profissionais qualificados que garantam a continuidade e a qualidade do suporte pedagógico e assistencial.

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