Turi consegue liminar na Justiça garantindo escala mínima de 50% de ônibus rodando e conciliação será nesta terça

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A população paraminense, que precisa utilizar os ônibus do transporte coletivo urbano, está preocupada desde o fim da tarde a quinta-feira, 4 de abril, quando o Portal GRNEWS publicou o resultado da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Pará de Minas.

Durante o encontro os trabalhadores da Turi, empresa que explora o transporte coletivo urbano em Pará de Minas em caráter precário, ou seja, sem contrato desde o vencimento em setembro de 2017, decidiram entrar em greve, caso suas reivindicações não fossem atendidas,

O presidente do sindicato Francisco Ferreira Borges disse na ocasião que o objetivo é pelo menos equiparar o salário dos motoristas de Pará de Minas ao vencimento daqueles da vizinha Itaúna, que recebem cerca de R$ 400,00 a mais que os paraminenses. Também reclama das condições de trabalho, alegando que a empresa não cumpre a lei municipal que obriga a presença de cobradores nos ônibus. Com isso, os motoristas são obrigados a acumular mais esta função.

O sindicalista diz que todo ano a Turi argumenta que não tem condições de conceder aumento e com isso o salário dos trabalhadores fica cada vez mais defasado. Disse ainda que  a entidade tentou acordo com a empresa, nas não chegaram a um denominador comum.

Na sexta-feira (5) o sindicato enviou as notificações para a Turi, prefeitura, Polícia Militar e outros órgãos públicos que precisavam ser comunicados da posição da categoria. O prazo de 72 horas após a comunicação venceu às 12 horas desta segunda (8). A partir daquele horário a qualquer momento a paralisação poderia ocorrer.

Durante todo o dia os usuários do transporte coletivo urbano em Pará de Minas realizavam contato com a redação do Portal GRNEWS questionando se os trabalhadores da Turi já havia iniciado a greve. Mas a paralisação não ocorreu.

Questionado, o presidente do sindicato Francisco Ferreira Borges afirmou que não informaria horário para início da paralisação, caso fosse essa a decisão a ser tomada.

Porém, a reportagem do Portal GRNEWS apurou no fim da manhã desta segunda (8) que o sindicato de Pará de Minas recebeu o apoio de outras entidades sindicais da região para manter sua posição de reivindicar o melhor para os trabalhadores que representa.

Também apuramos que a direção da Turi, que pertence a um grande grupo rodoviário, já havia tomado providências e trouxe para Pará de Minas motoristas de outras subsidiárias do grupo para manter o serviço, caso os trabalhadores de Pará de Minas deflagrassem a greve.

Estas informações foram confirmadas na noite desta segunda-feira (8), quando recebemos o áudio, gravado e enviado via aplicativo, do gerente da Turi em Pará de Minas José Romeu Fíuza:

José Romeu Fiuza
joseromeu1

Além de confirmar a vinda de motoristas de outras cidades, também confirma que o Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) concedeu liminar a empresa garantindo que 60% dos ônibus devem rodar nos horários de pico.

O gerente da Turi também informa que o Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais marcou para o fim da tarde desta terça-feira, 9 de abril, uma audiência de conciliação em Belo Horizonte, entre representantes da empresa e do sindicato:

José Romeu Fiuza
joseromeu2

Ainda sobre a possibilidade de greve no transporte coletivo urbano e as dificuldades enfrentadas, o presidente do sindicato que representa os trabalhadores da Turi em Pará de Minas, Francisco Ferreira Borges disse a reportagem do Portal GRNEWS nesta segunda (8) que nem o prefeito Elias Diniz (PSD) e nem os vereadores agem para ajudar a melhorar a situação dos trabalhadores do transporte coletivo urbano no município.

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