Alerta ao consumidor: preço do repelente atinge variação de 110% nas farmácias
Com a chegada do verão e o aumento das chuvas, a busca por proteção contra picadas de insetos disparou, mas o consumidor precisa estar atento para não pagar o dobro pelo mesmo item. Um levantamento recente realizado pelo Procon-SP revelou que os preços dos repelentes podem apresentar uma disparidade impressionante de até 110% entre diferentes estabelecimentos. A análise, que monitorou os valores praticados em portais de drogarias e farmácias, reforça a necessidade de uma pesquisa minuciosa antes de fechar a compra.
Repelentes infantis lideram ranking de disparidade
A maior diferença encontrada pelos fiscais concentrou-se no segmento infantil. Um repelente em spray voltado para crianças, por exemplo, foi localizado por R$ 39,90 em uma plataforma, enquanto em outra o valor saltava para R$ 83,95. Na prática, o cliente que opta pela opção mais em conta economiza R$ 44,05 em uma única unidade.
Outro exemplo citado no estudo envolveu frascos de 100ml de uso geral, cujos preços oscilaram entre R$ 39,90 e R$ 81,90. Essas variações demonstram que, sem uma comparação prévia, o orçamento familiar pode ser severamente impactado por um item essencial de saúde.
Aliado indispensável no combate a arboviroses
A importância do repelente vai além do conforto, sendo uma ferramenta crucial de saúde pública. Durante os meses mais quentes, as condições climáticas aceleram a reprodução do mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Especialistas ressaltam que, embora a vacinação contra a dengue esteja avançando, ela ainda não abrange toda a população, o que torna o uso de barreiras químicas indispensável. Além disso, para doenças como a zika, o repelente continua sendo a única forma de prevenção direta, já que ainda não existem imunizantes disponíveis. Produtos que contêm substâncias como icaridina, DEET e IR 3535 são os mais recomendados para garantir uma proteção eficaz.
Cuidados na hora da compra e segurança digital
O Procon-SP aproveitou o levantamento para emitir uma série de orientações aos consumidores. Antes de adquirir o produto, é fundamental confirmar se ele possui o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que garante sua eficácia e segurança. Além disso, ler o rótulo é vital para evitar componentes que possam causar reações alérgicas.
Para as compras realizadas pela internet, o órgão alerta que o valor do frete deve ser somado ao preço final para uma comparação real de custo-benefício. Outra dica de segurança é verificar a autenticidade do site e consultar a lista de endereços eletrônicos não recomendados pelo Procon para evitar fraudes e garantir que o produto entregue seja original. Com informações da Agência Brasil

