Prefeito Inácio Franco articula fim de espera de quatro décadas para urbanização do bairro Senador Valadares
Uma demanda histórica em Pará de Minas está prestes a ganhar um novo capítulo. O bairro Senador Valadares, localizado em uma área nobre da cidade, permanece sem infraestrutura básica desde a década de 1980 devido a um antigo impasse envolvendo permutas de terrenos entre o poder público e incorporadores da época. Agora, a prefeitura intensifica negociações com a concessionária Águas de Pará de Minas para finalmente levar dignidade aos proprietários e investidores da região.
O impasse que travou o desenvolvimento nobre
A origem do problema remonta a década de 1980 do século passado, quando o incorporador do empreendimento teria trocado áreas com o município — onde hoje se situam o Parque de Exposições Francisco Olivé Diniz — em troca da instalação de redes de água, esgoto e pavimentação por parte da prefeitura. No entanto, as melhorias nunca foram executadas, transformando o local em um alvo de especulação imobiliária.
Atualmente, o cenário é de contraste: enquanto grandes investidores retêm dezenas de lotes à espera de valorização, cidadãos que desejam construir residências ou galpões de trabalho enfrentam a falta de serviços essenciais. A carência de iluminação pública e saneamento básico tem sido o principal entrave para o progresso do bairro.
Parceria para infraestrutura básica e saneamento
O prefeito Inácio Franco confirmou ao Portal GRNEWS que as tratativas com a concessionária Águas de Pará de Minas estão em estágio avançado. O objetivo principal é garantir o “tripé” fundamental antes de qualquer intervenção estética ou de pavimentação.
O chefe do executivo detalhou a estratégia de prioridades: “Nossa intenção é sim pavimentar o Senador Valadares… estamos entrando no acordo com a empresa para poder fazer essas três obras: água, esgoto e drenagem pluvial. A prefeitura vai fazer a iluminação”.
A decisão de priorizar o subterrâneo visa evitar o desperdício de recursos públicos, garantindo que o pavimento não precise ser cortado futuramente para a passagem de tubulações. Segundo o prefeito, “isso é o básico, a primeira coisa”.
O desafio da pavimentação e o uso de recursos
Embora o saneamento e a iluminação estejam no horizonte próximo, a pavimentação asfáltica ou poliédrica ainda depende de definições financeiras. O município descartou o uso de recursos vindos da mineradora Vale para esta finalidade específica, por não se enquadrar nas especificações do acordo.
Caso a prefeitura não disponha de caixa próprio no momento da execução, duas alternativas estão sobre a mesa:
- A cobrança de contribuição de melhoria dos proprietários beneficiados.
- A contratação direta do serviço de pavimentação pelas próprias empresas e donos de lotes que já possuem pedidos para construção de galpões na área.

Sobre a viabilidade imediata para quem deseja ocupar o bairro, o prefeito ponderou:
“Fazendo água, esgoto e drenagem pluvial, já vai ter como as pessoas construírem ali. Já temos muitos pedidos para a construção de galpões, mas o pessoal não vai construir sem ter água e esgoto”:
Inácio Franco
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Estudos para nova bacia de contenção
Paralelamente à urbanização do bairro, o governo municipal trabalha no projeto de uma represa de contenção para auxiliar no manejo das águas pluviais da região. O local estudado é a área da antiga antena da Rádio Santa Cruz, onde existe uma bacia natural. O projeto técnico está em andamento para avaliar se o terreno comportará o volume de água esperado e qual será o custo efetivo da obra.
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