GRNEWS TV: Com dinheiro em caixa há meses, Banco de Ração segue parado e expõe dificuldades dos protetores de centenas de animais
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Camila Gonçalves de Araújo, a Camila Mão Amiga, vereadora, abordou temas relacionados a causa animal, pessoas com deficiência e expectativas para 2026 na Câmara Municipal de Pará de Minas.
Recursos existem, mas ajuda não chega a quem precisa
A frustração de protetores de animais cresce diante da falta de ração, mesmo com recursos já disponíveis há meses para o banco de ração do município. A situação gera indignação porque, enquanto o dinheiro existe, cães e gatos seguem em situação de vulnerabilidade, aumentando o desgaste emocional de quem atua de forma voluntária no resgate e cuidado desses animais.
Entraves legais atrasaram a compra
Segundo a vereadora, a gestão municipal havia informado que toda a documentação estava regularizada, mas isso não se confirmou. Após uma verificação mais aprofundada, foi identificado que a legislação local não autorizava a compra de ração com os recursos previstos. Diante disso, no fim do ano passado, a lei foi alterada às pressas para permitir a utilização das emendas parlamentares na aquisição do alimento, mudança que acabou aprovada.
Nova gestão e expectativa de solução
Já neste ano, a cobrança foi retomada junto à nova administração, que sinalizou estar analisando a situação e garantiu que o processo está encaminhado. A expectativa agora é apenas pela autorização final da compra, considerada urgente diante da realidade enfrentada pelos protetores.
Mais de 500 animais dependem do banco de ração
Embora não exista um número exato, estima-se que apenas dois protetores cuidem de mais de 100 animais cada. Outros mantêm grupos de 30, 50 ou até 80 cães e gatos, além de projetos sociais que auxiliam animais em situação de rua. Somados, mais de 500 animais dependem diretamente do banco de ração para se alimentar.
Trabalho voluntário que supre dever público
Para quem atua na causa animal, o banco de ração representa o mínimo de apoio que o poder público pode oferecer. Os protetores assumem uma responsabilidade que deveria ser do município, recolhendo animais, evitando abandono e reduzindo riscos à saúde pública. Sem a ração, o impacto é imediato e severo.
Emendas parlamentares como caminho mais seguro
A possibilidade de campanhas de arrecadação em eventos chegou a ser discutida, mas enfrenta resistência por questões sanitárias e logísticas. Diante disso, o uso de emendas parlamentares surge como a alternativa mais viável para garantir fornecimento regular e seguro de ração aos protetores cadastrados.
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