Tragédia nas rodovias federais: feriado de Ano Novo termina com 109 mortos em todo o país

O balanço final da Operação Ano Novo, divulgado ontem (5) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), revela um cenário preocupante para a segurança viária no Brasil. Entre os dias 30 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026, as estradas federais foram palco de 1.152 acidentes, que resultaram na perda de 109 vidas. O levantamento também aponta que 1.315 pessoas sofreram ferimentos durante o período de seis dias de fiscalização intensiva.

Comparado ao feriado anterior (transição de 2024 para 2025), houve um aumento significativo na letalidade. No ano passado, a operação registrou 79 óbitos, o que indica uma alta na gravidade das colisões nesta virada de ano, mesmo com a redução pontual no número de feridos, que havia chegado a 1.339 na edição passada.

Minas Gerais lidera estatística de acidentes
A malha rodoviária federal sob fiscalização da PRF apresentou focos críticos de sinistralidade em regiões específicas. Minas Gerais consolidou-se como o estado com o maior volume de ocorrências, registrando 5.040 sinistros de trânsito. Na sequência, aparecem o Mato Grosso do Sul, com 4.885 registros, e Santa Catarina, com 4.517 acidentes.

A PRF ressalta que, embora o período oficial da operação tenha se encerrado, os dados ainda são preliminares. Os números totais podem sofrer ajustes conforme os relatórios das delegacias regionais forem consolidados nos sistemas nacionais da corporação.

Álcool e direção: centenas de autuações e detenções
O combate à embriaguez ao volante foi um dos pilares da fiscalização. Durante os seis dias de operação, os agentes realizaram mais de 61 mil testes de alcoolemia em todo o território nacional. O esforço resultou em 789 autuações, abrangendo desde motoristas que testaram positivo para o consumo de álcool até aqueles que se recusaram a soprar o bafômetro.

A tolerância zero com a combinação de álcool e direção levou à detenção de 41 pessoas. Segundo a legislação brasileira, esses condutores apresentavam sinais de embriaguez ou teores alcoólicos que ultrapassam o limite administrativo, configurando crime de trânsito.

Velocidade e ultrapassagens perigosas em foco
Além da alcoolemia, a PRF monitorou condutas de risco que são causas diretas de acidentes fatais. O excesso de velocidade foi a infração mais comum, com 23.079 veículos flagrados acima do limite permitido. Mais uma vez, Minas Gerais encabeçou a lista de infrações (4.105), seguido pelo Paraná (3.818) e pelo Rio Grande do Sul (1.837).

Outros comportamentos perigosos também inflaram as estatísticas da operação:
Ultrapassagens proibidas: 3.438 flagrantes;

Falta de segurança: 3.470 registros de motoristas ou passageiros sem cinto de segurança e crianças sem cadeirinha;

Distração: 341 condutores autuados por manusear o celular enquanto dirigiam.

O volume expressivo de abordagens — que alcançou mais de 101 mil pessoas e 74 mil veículos — evidencia o esforço das autoridades, mas reforça a necessidade de maior prudência por parte dos viajantes para evitar que momentos de celebração terminem em tragédia. Com informações da Agência Brasil

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