Com medo de demissão, muitos trabalhadores não registram acidentes no sistema público de saúde

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Um dos grandes prejuízos sociais para todo o Brasil é o alto índice de acidentes de trabalho. Os sinistros geralmente acontecem devido a união das condições inseguras com atos inseguros nas empresas.

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Muitos colaboradores se recusam a adotar medidas simples que promovem a boa higiene, a saúde e a segurança durante o horário de trabalho. Como consequência ocorrem fraturas, perda de membros e até mortes.

Cada ramo de atividade possui seus riscos peculiares e as normas regulamentadoras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) obriga os empregadores a treinarem e orientarem seus funcionários.

O poder público registra as notificações de acidentes de trabalho nos municípios visando manter um banco de dados. As informações servem para mostrar a real situação de empresas e trabalhadores.

Mas, devido a crise econômica e a alta do número de desempregados muitos profissionais se submetem a condições adversas e se recusam a comunicar os acidentes temendo uma reação negativa do empregador.

De acordo com a enfermeira Mirna Marinho Moraes, referência técnica em Saúde do Trabalhador no município, isso infelizmente ocorre em alguns casos. Porém, é preciso rever essa forma de agir nos casos de acidentes:

Mirna Marinho Moraes
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Ela explica que desde os meados de 2015 vem sendo notificados os acidentes através das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Os registros são dos casos mais graves que acontecem no âmbito das empresas:

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Mirna Marinho Moraes
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Em relação às notificações, a responsável pelo setor explica que o procedimento não tem nada a ver com a Lei Trabalhista. O objetivo é propor para as empresas algumas medidas que promovam a saúde e a segurança nos ambientes de trabalho:

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São considerados acidentes graves: fraturas, perda de membros, com gestantes, com menores de 18 anos e morte. As condições ideais de trabalho são fiscalizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pelo Ministério Público do Trabalho quando é acionado.

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