Valor do salário mínimo anunciado pelo governo federal não agrada paraminenses

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O ex-presidente Michel Temer (MDB) deixou para o seu sucessor, Jair Bolsonaro (PSL), a definição da nova política para o salário mínimo. Até 31 de dezembro de 2018 o valor do salário mínimo era de R$ 954.

No Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2019 estava fixado o valor para o mínimo a partir de 2019 é de R$ 1.006. Porém, era necessário confirmar o valor e definir também as regras que vão vigorar para os próximos reajustes.

Para resolver a questão, assim que tomou posse em 1º de janeiro de 2019, o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto em que estabelece que o salário mínimo passa de R$ 954 para R$ 998 este ano. O valor entrou em vigor a partir de 1º janeiro. Foi o primeiro decreto assinado por Bolsonaro. O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União, assinado por Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Apesar da euforia com o novo presidente da República que recebeu a maioria dos votos dos eleitores brasileiros, o novo valor do salário mínimo anunciado pelo governo federal não agradou aos trabalhadores.

A reportagem do Portal GRNEWS ouviu algumas pessoas nas ruas de Pará de Minas e uma das respostas mais comuns é que o percentual de aumento concedido não foi justo. Outros sugerem valores acima apenas para pagar as contas e destacam que o custo de vida está muito elevado.

Wellington Daniel dos Santos é pedreiro e também atua como montador das barracas da Feira de Artesanato. Ele acredita que o trabalhador brasileiro merecia receber um pouco mais pelos serviços prestados ao longo do mês:


Wellington Daniel dos Santos
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Para a dona de casa Kátia Cilene da Silva o reajuste para o salário mínimo concedido pelo governo federal não foi justo, uma vez que o custo de vida está muito elevado:


Kátia Cilene da Silva
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O salário mínimo é utilizado como referência para os benefícios assistenciais e previdenciários pagos pelo governo federal. Em anos anteriores o percentual de reajuste dos benefícios foi menor que o concedido para o mínimo. O presidente Jair Bolsonaro tem até o dia 15 de abril para decidir se mantém a regra ou se muda.

Antes mesmo de saber como ficará a situação, o aposentado Vicente Antunes afirma que também não gostou do índice de reajuste do salário mínimo. Para ele o valor deveria ter sido elevado para R$ 1.200 ou um pouco mais. Acredita que R$ 998 não para pagar as contas mensais:


Vicente Antunes
vicentesalario

Importante destacar que pela regra em vigência no Brasil, o salário mínimo deve ser corrigido pela inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) dos dois anos anteriores.

Os ministérios da Fazenda e do Planejamento informaram que o valor do mínimo foi revisado para cima porque a estimativa de inflação pelo INPC em 2018 passou de 3,3% para 4,2%. O INPC mede a variação de preços das famílias mais pobres, com renda mensal de um a cinco salários mínimos. Alguns Estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, têm valores diferenciados para o salário mínimo, acima do piso nacional.

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