GRNEWS TV: A escola que atravessou mudanças e preservou histórias de Pará de Minas
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Júlio Saldanha, escritor, enfatizou que a história da Escola Estadual Fernando Otávio acompanha diferentes fases da educação em Pará de Minas. No livro que resgata os 60 anos da instituição, ele mostra como a escola passou por mudanças estruturais, administrativas e pedagógicas ao longo das décadas.
A trajetória da atual Escola Estadual Fernando Otávio passa por uma transformação importante no perfil dos estudantes atendidos. Segundo o escritor Júlio Saldanha, durante a fase do Ginásio São Francisco, a instituição era destinada exclusivamente ao público masculino. A mudança ocorreu com a passagem para a administração estadual, quando a escola passou a atender meninos e meninas.
Antes disso, Benedito Valadares havia proposto aos franciscanos que assumissem o funcionamento do prédio como centro educacional. A condição apresentada pelos religiosos, porém, era manter a instituição voltada somente aos homens. Para atender também as meninas, a alternativa encontrada foi encaminhá-las para o Colégio das Irmãs.
Uma transição sem ruptura
A transferência para o Estado não representou uma quebra imediata com a influência franciscana. Conforme Júlio, valores relacionados à disciplina e aos estudos permaneceram presentes por algum tempo. A mudança ocorreu de maneira gradual, permitindo a continuidade das atividades educacionais.
Ao reconstruir os 60 anos da Escola Estadual Fernando Otávio, o escritor procurou mostrar justamente essa evolução. A narrativa acompanha diferentes momentos da educação, desde os métodos tradicionais até a incorporação das tecnologias digitais.
Diretores deixaram marcas
A pesquisa também reuniu nomes que fizeram parte da administração da instituição. Júlio cita Maria Helena Aguiar, Fernando Queiroz Xavier, Mozart Campos Moreira, Ana Maria Eleutério, Marcos Aurélio dos Santos, Vanderlei e Alfredo Couto, atual diretor.
Marcos Aurélio dos Santos permaneceu 12 anos na direção. Para Júlio, cada gestor contribuiu de maneira própria para a história da escola e deixou sua marca na administração.
O prédio também passou por diferentes intervenções ao longo dos anos. Reformas ocorreram durante administrações de Mozart Campos Moreira, Ana Maria Eleutério, Marcos Aurélio e Alfredo Couto. Júlio ressalta a complexidade de preservar uma construção daquele porte e destaca que cada gestão enfrentou seus próprios desafios.
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