GRNEWS TV: CREAS orienta direitos e caminhos de proteção para mulheres vítimas de violência
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Mariane Melo, coordenadora do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), e Polianny Carvalho, advogada do serviço, explicaram como funciona o atendimento especializado oferecido a pessoas que enfrentam situações de violação de direitos. A conversa também destacou a atuação do CREAS na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
Diferenças e formas de atendimento
As profissionais esclareceram que o CREAS possui uma função diferente do CRAS. O atendimento do CREAS está relacionado a situações de violação de direitos, mas sua atuação não se limita aos casos de violência contra a mulher. A unidade também acompanha outras situações que exigem proteção social especializada envolvendo crianças, idosos e pessoas com deficiência.
A pessoa pode procurar o serviço diretamente ou chegar por encaminhamento. Após o primeiro atendimento, a equipe avalia a realidade apresentada e define, de forma individualizada, as estratégias de acompanhamento, incluindo o trabalho desenvolvido pelo PAEFI.
Orientação jurídica e rede de proteção
No Agosto Lilás, Mariane e Polianny ressaltaram a importância da informação para que mulheres reconheçam situações de violência e conheçam seus direitos. A orientação jurídica pode ser buscada mesmo antes de uma decisão sobre registro de ocorrência ou solicitação de medida protetiva.
Nos casos de maior risco, o CREAS atua de maneira articulada com outros serviços, como saúde, segurança pública, Poder Judiciário e Defensoria Pública. Dependendo da situação, também podem ocorrer encaminhamentos, mas em Pará de Minas ainda não existe uma Casa-Abrigo ou Casa de Passagem para acolher mulheres em situações de risco.
As profissionais reforçaram ainda que fatores como medo, ameaças, dependência financeira e preocupação com os filhos podem dificultar o rompimento do ciclo de violência. Por isso, o atendimento deve respeitar as decisões e o momento de cada mulher, oferecendo acolhimento, orientação e acesso à rede de proteção.
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