GRNEWS TV: O ciclo cruel das bets de apostas online que termina em dívidas depressão e desespero

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Raianne Couto, Psicóloga e Coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial e Lucas Moreira, Médico do CAPS AD, alertam que As apostas esportivas e os jogos de azar podem parecer uma forma inofensiva de entretenimento, mas, para muitas pessoas, representam o início de um transtorno que evolui rapidamente e provoca graves consequências emocionais, sociais e financeiras. Profissionais de saúde mental explicam que o vício em jogos segue um ciclo bem definido e, em muitos casos, quando o paciente procura ajuda, o sofrimento já atingiu níveis extremos.

Da euforia ao desespero
O primeiro estágio costuma ser marcado pela sensação de vitória e prazer. Os ganhos iniciais ativam o sistema de recompensa do cérebro, incentivando o jogador a apostar cada vez mais. No entanto, esse cenário muda rapidamente. À medida que as perdas aumentam, surge a falsa expectativa de recuperar o dinheiro perdido, alimentando um ciclo de compulsão.

Segundo especialistas, os algoritmos das plataformas são desenvolvidos para favorecer as casas de apostas, tornando impossível prever resultados ou criar estratégias capazes de vencer o sistema de forma consistente. O jogador permanece preso à esperança de uma nova vitória enquanto acumula prejuízos financeiros e emocionais.

Transtornos mentais agravam o quadro
Com a continuidade das apostas, aparecem sintomas como ansiedade intensa, depressão, isolamento social e perda do interesse por atividades antes consideradas prazerosas. Em situações mais graves, o desespero pode evoluir para pensamentos de autoextermínio, especialmente quando surgem dívidas impagáveis e conflitos familiares.

Outro desafio enfrentado pelas equipes de saúde é que muitos pacientes chegam aos serviços especializados sem reconhecer que desenvolveram dependência. Frequentemente procuram atendimento por ansiedade ou depressão, enquanto familiares já identificaram mudanças no comportamento, mentiras constantes, endividamento e rompimento de vínculos sociais.

Prevenção e acolhimento fazem a diferença
Especialistas destacam que a prevenção continua sendo a principal estratégia para evitar que o transtorno avance. Também reforçam que os serviços de saúde oferecem atendimento sigiloso e humanizado, permitindo que o paciente seja acolhido sem julgamentos. Reconhecer que a ludopatia é uma doença é o primeiro passo para interromper um ciclo que pode destruir vidas, patrimônios e famílias inteiras.

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