GRNEWS TV: Lago Azul tem barragem estável, mas macrófitas preocupam

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Edson Cecílio Silva, Responsável pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Pará de Minas (COMPDEC) e Fernanda Juliana Silva, Gerente de políticas de sustentabilidade da Secretaria Municipal de Agronegócio, Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, disseram que a barragem do Lago Azul, em Pará de Minas, é considerada visualmente estável pela Defesa Civil, sem indicação atual de risco estrutural. A presença de macrófitas, porém, preocupa. A vegetação ocupa parte da estrutura, altera o caminho natural da água e pode aumentar a pressão sobre o barramento durante períodos de chuva intensa.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, um volume elevado de macrófitas pode se desprender com uma cheia e ser transportado para outras áreas. Ele também lembra que mudanças na vazão de barragens localizadas a montante, como a de Benfica, em Itaúna, podem repercutir diretamente no barramento do Carioca.

Acúmulo de matéria orgânica é investigado
Fernanda explica que a proliferação das macrófitas está relacionada a um processo de eutrofização, que pode indicar concentração de matéria orgânica na barragem. O esgoto proveniente de Itaúna é apontado como uma possível fonte, mas outros fatores também podem estar envolvidos.

Por isso, a proposta é contratar um estudo capaz de identificar as origens do problema, indicar intervenções e orientar a manutenção. Antes de falar em limpeza ou desassoreamento, será necessário definir onde começar, quais ações serão necessárias e quanto o trabalho poderá custar.

Mapeamento amplia prevenção
A Defesa Civil também mantém acompanhamento de áreas vulneráveis. Pará de Minas possui 17 áreas classificadas com riscos geológicos e seis com riscos hidrológicos, envolvendo situações como movimentação de solo, enxurradas, inundações e alagamentos.

O Lago Azul aparece como área de observação, devido à influência sobre municípios vizinhos. O levantamento realizado em parceria com o Serviço Geológico do Brasil passou a integrar uma base de dados federal, reunindo informações sobre áreas, imóveis, moradores e problemas identificados.

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