Minas lança guia para abrir as portas do mundo para a cachaça de alambique

Uma nova ferramenta de inteligência comercial foi apresentada oficialmente em Montes Claros com o objetivo de impulsionar a presença de produtos regionais no exterior. Denominada “Guia Abrindo Fronteiras: Oportunidades de Exportação para a Cachaça Mineira”, a publicação foi lançada durante o evento de transferência temporária da sede do Executivo estadual, contando com a participação do governador Mateus Simões. O manual é direcionado a empresários, cooperativas e entidades ligadas ao setor de bebidas.

A iniciativa foi desenvolvida por meio de um esforço conjunto entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O projeto visa fortalecer a mentalidade exportadora entre os produtores locais e estruturar novos negócios internacionais para cadeias produtivas de alto valor agregado. O documento detalha o panorama da produção em território mineiro, traz análises detalhadas de mercado, mapeia perfis de consumo globais e oferece orientações práticas para os trâmites de exportação.

Para enriquecer o material e fornecer dados assertivos sobre tendências e canais de distribuição fora do país, a elaboração contou com o suporte técnico de setores de promoção comercial vinculados a embaixadas brasileiras localizadas no Paraguai, Espanha, Uruguai e Itália. A expectativa das autoridades é que o manual aproxime o setor produtivo das demandas globais, valorizando a qualidade e a identidade do estado.

Importância socioeconômica e a tradição dos alambiques como patrimônio cultural
O segmento de cachaça de alambique desempenha uma função socioeconômica vital em solo mineiro. O setor caracteriza-se pela absorção de mão de obra especializada e pela forte capacidade de geração de empregos e renda no interior. Atualmente, o estado é apontado como a principal referência nacional na fabricação desse tipo de bebida, concentrando por volta de 40% das indústrias e cachaçarias registradas em todo o Brasil.

A abrangência territorial da atividade é notável, com produtores devidamente regularizados instalados em 256 municípios diferentes, abrangendo cerca de 30% das cidades de Minas Gerais. Além do peso econômico, o modo tradicional de fabricação carrega um simbolismo histórico profundo, sendo reconhecido legalmente como patrimônio cultural imaterial do estado desde o ano de 2007, por meio de legislação específica.

Dados de comercialização revelam destinos globais e municípios líderes do setor
No balanço das negociações internacionais relativo ao ano de 2025, Minas Gerais enviou 337 toneladas de cachaça para o mercado externo, movimentando um faturamento equivalente a US$ 1,5 milhão. O produto regional conseguiu acessar 14 países diferentes ao longo do período. O principal comprador da bebida produzida em Minas foi o Uruguai, registrando transações de US$ 478,7 mil, seguido de perto pelos Estados Unidos, com compras de US$ 446,1 mil. O ranking de destinos inclui ainda países como Itália, Austrália e o Reino Unido.

No mapa da exportação mineira, o município de Extrema ocupou a liderança isolada das vendas, respondendo por US$ 756,1 mil do faturamento total do estado. Outros polos produtores também mostraram relevância nos negócios internacionais da bebida, com destaque para as cidades de Salinas, Araxá, Novorizonte e Matozinhos.

Regularização fundiária vai beneficiar mais de 11 mil pessoas no Norte de Minas
Aproveitando a agenda de trabalho no Norte do estado, a gestão estadual também formalizou Acordos de Cooperação Técnica direcionados à habitação e cidadania. Em parceria com 13 administrações municipais da região e com a Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab Minas), foi estabelecida uma nova fase de regularização fundiária urbana que planeja emitir escrituras para aproximadamente 3,9 mil propriedades imobiliárias.

A ação governamental projeta beneficiar um contingente estimado em 11,7 mil moradores em localidades como Espinosa, Francisco Sá, Pirapora, Itacarambi e Santa Cruz de Salinas, entre outras cidades parceiras. A entrega dos registros oficiais de propriedade valoriza o patrimônio das famílias, permitindo que as habitações entrem no mercado formal e tenham acesso a linhas de financiamento. Os investimentos para essa finalidade ultrapassam R$ 10 milhões, sendo custeados com recursos vinculados ao Termo de Reparação do desastre da barragem de Fundão, ocorrido em Mariana no ano de 2015. Com informações da Agência Minas

PUBLICIDADE
[wp_bannerize_pro id="valenoticias"]
Don`t copy text!