GRNEWS TV: Raiva animal, leishmaniose e esporotricose. Entenda os riscos que ameaçam cães, gatos e humanos

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Oscar Leitão, médico-veterinário e Referência Técnica do Centro de Controle de Zoonoses São Francisco de Assis (CCZ), falou sobre a campanha de vacinação Antirrábica, Leishmaniose, Esporotricose e atribuições do CCZ

Vacinação começa pelas comunidades rurais
A campanha de vacinação antirrábica terá início pelas comunidades rurais de Pará de Minas, contemplando cerca de 30 localidades. A estratégia prevê pontos de vacinação para facilitar o acesso dos produtores e moradores, garantindo ampla cobertura entre cães e gatos. Para quem possui muitos animais ou enfrenta dificuldades de deslocamento, a recomendação é acompanhar o cronograma divulgado pelo município e procurar o ponto de atendimento mais próximo.

Na sequência, a vacinação será realizada na área urbana, com postos distribuídos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), permitindo maior comodidade e reduzindo a formação de filas.

Raiva continua sendo uma ameaça à saúde pública
Oscar Leitão lembrou que, embora pouco frequente, a raiva permanece circulando na natureza por meio de morcegos e outros animais silvestres. Como a doença apresenta índice de letalidade próximo de 100%, a vacinação anual continua sendo a principal forma de proteger cães, gatos e também a população.

Leishmaniose e esporotricose exigem atenção constante
Durante a entrevista, o veterinário também abordou a leishmaniose, reforçando que manter quintais limpos, sem acúmulo de matéria orgânica, ajuda a reduzir a presença do mosquito-palha, transmissor da doença. O município ainda realiza testes rápidos e ações permanentes de monitoramento.

Sobre a esporotricose, Oscar explicou que feridas na pele que não cicatrizam, principalmente em gatos, podem indicar a doença. Nesses casos, o animal deve ser isolado e encaminhado para avaliação, evitando novos casos e garantindo o tratamento adequado.

CCZ atua na prevenção e vigilância das zoonoses
O médico-veterinário também esclareceu que o Centro de Controle de Zoonoses não funciona como abrigo de animais nem como clínica veterinária. Sua atuação está voltada à vigilância epidemiológica, controle de vetores, prevenção de doenças transmissíveis entre animais e seres humanos e desenvolvimento de ações voltadas à saúde coletiva.

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