Desemprego no segundo trimestre recua para 5,4% e atinge menor nível histórico para o período

O mercado de trabalho brasileiro registrou um avanço expressivo entre abril e junho. A taxa de desocupação despencou para 5,4%, atingindo o patamar mais baixo para um segundo trimestre desde 2012, ano de início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

O indicador apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma retração significativa em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando a taxa era de 6,1%, e também na comparação com os mesmos meses do ano passado, momento em que o índice figurava em 5,8%.

Contingente de ocupados bate recorde e desocupação despenca
Durante o segundo trimestre, o volume de trabalhadores ocupados no país escalou para 103,1 milhões. Esse número representa um acréscimo de aproximadamente 1,081 milhão de pessoas inseridas no mercado de trabalho em relação aos três primeiros meses do ano.

Por outro lado, o total de brasileiros sem emprego caiu para 5,9 milhões. A diminuição foi de 10% no comparativo trimestral, o que equivale a um recuo de 718 mil indivíduos em busca de uma oportunidade profissional.

Setores que alavancaram a geração de oportunidades
Entre os segmentos que impulsionaram a criação de postos de trabalho no período, destacam-se:

Transporte, armazenagem e correio: expansão de 3,9%, com o incremento de 235 mil trabalhadores.

Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: crescimento de 2,6%, adicionando 489 mil pessoas ao contingente ocupado.

Panorama da informalidade e carteira assinada
Os dados do IBGE revelam que o Brasil contabilizava 39,4 milhões de empregados no setor privado com carteira assinada no trimestre encerrado em junho, enquanto 13,6 milhões atuavam sem o registro formal. Com isso, o percentual de trabalhadores na informalidade — que abrange aqueles sem vínculo formal ou autônomos sem CNPJ — fixou-se em 37,4%.
Rendimento médio do trabalhador ganha força

O valor médio recebido pelos trabalhadores brasileiros alcançou R$ 3.738 no segundo trimestre. Trata-se do maior rendimento já apurado para esse trimestre específico dentro da série histórica, representando uma elevação de 2,8% em um ano. Houve apenas uma leve acomodação frente ao primeiro trimestre de 2026, quando o rendimento médio havia sido calculado em R$ 3.765.

Como funciona o levantamento da Pnad Contínua
A sondagem promovida pelo IBGE monitora as condições do mercado de trabalho para a população de 14 anos ou mais, englobando todas as modalidades de ocupação, como empregos formais, informais, temporários ou autônomos. A amostragem abrange a visitação de 211 mil domicílios espalhados por todos os estados brasileiros e pelo Distrito Federal.

Dentro da metodologia aplicada, é considerada desocupada apenas a pessoa que realizou busca efetiva por trabalho nos 30 dias que antecederam a coleta. O menor índice de desemprego já aferido pela Pnad em qualquer período ocorreu no último trimestre de 2025, com 5,1%. Em contrapartida, o pico histórico de 14,9% foi observado em 2020 e 2021, durante a crise sanitária da covid-19.

Indicadores formais do Caged reforçam o cenário positivo
O balanço do IBGE complementa os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mensura exclusivamente os postos com carteira assinada. Em junho, o saldo entre contratações e demissões do Caged foi positivo em 145,2 mil vagas formais, acumulando a abertura de 921,7 mil novos postos de trabalho cobertos pela CLT ao longo de 2026. Com informações da Agência Brasil

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