GRNEWS TV: Brasil assume liderança mundial na gestão da água e reforça desafio contra a crise climática
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, José Hermano Oliveira Franco, biólogo e presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Pará fez uma avaliação sobre a 13ª Cúpula Mundial de Bacias Hidrográficas realizada no Rio de Janeiro. Destacou que o Brasil passou a ocupar um papel de destaque na governança mundial da água ao assumir a presidência da Rede Internacional de Organismos de Bacias, sucedendo a França durante encontro realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. A nova responsabilidade fortalece a participação brasileira nas discussões sobre gestão dos recursos hídricos e amplia a troca de experiências entre países que enfrentam desafios semelhantes provocados pelas mudanças climáticas.
A missão vai muito além da representatividade internacional. O objetivo é incentivar políticas públicas voltadas à preservação das bacias hidrográficas, consideradas a unidade mais importante para o planejamento da água. Diferentemente das fronteiras políticas, a água segue o curso natural dos rios e conecta municípios, estados e até países, tornando indispensável uma gestão integrada.
Mudanças climáticas exigem novas estratégias
Especialistas destacam que eventos extremos têm se tornado cada vez mais frequentes. A própria França, referência mundial em gestão hídrica, enfrenta atualmente fortes impactos das ondas de calor, evidenciando que nenhuma nação está imune aos efeitos das alterações climáticas.
Esse cenário reforça a necessidade de investir em ciência, inovação e planejamento para garantir segurança hídrica sem comprometer o desenvolvimento econômico. A experiência internacional demonstra que é possível produzir mais e preservar os recursos naturais ao mesmo tempo, evitando repetir erros do passado que hoje custam caro para diversos países.
Contato com a natureza fortalece consciência ambiental
Outro ponto defendido durante os debates é a importância de aproximar a população dos rios, florestas e demais áreas naturais. Em diversos países europeus, legislações asseguram o acesso da população a ambientes naturais para lazer, esporte e contemplação, fortalecendo o vínculo das pessoas com o meio ambiente.
Essa convivência contribui para ampliar a percepção sobre a importância da conservação das nascentes, das matas e dos cursos d’água, essenciais para garantir abastecimento às futuras gerações.
Rio Pará também depende dessa consciência
Os reflexos dessas discussões chegam às bacias hidrográficas brasileiras, incluindo a do Rio Pará. A preservação das nascentes, da vegetação e dos mananciais é considerada estratégica para assegurar qualidade de vida, abastecimento e desenvolvimento sustentável.
Especialistas reforçam que a água é um recurso limitado e que sua proteção depende da participação conjunta do poder público, da iniciativa privada e da sociedade. A construção dessa consciência ambiental é vista como um dos caminhos mais importantes para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas nas próximas décadas.
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