GRNEWS TV: Especialista revela o segredo para viver o luto sem deixar o sofrimento dominar sua vida
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Janaína Medina, graduada em Psicologia, tanatóloga, autora, palestrante e CEO da Cuidar Assistência, falou sobre como compreender, respeitar e ressignificar a dor do luto.
Luto pode transformar vidas quando a dor encontra um novo significado
Falar sobre a morte ainda é um dos maiores tabus da sociedade, mas compreender a finitude pode ser um caminho para viver com mais consciência e equilíbrio emocional.
O luto precisa ser vivido, não evitado
Durante a entrevista, Janaína destacou que o luto é uma reação natural diante da perda de alguém importante e que cada pessoa vivencia esse processo de maneira única. Segundo ela, não existe um tempo exato para superar a dor, já que as fases do luto não seguem uma ordem rígida e podem, inclusive, fazer com que a pessoa retorne a sentimentos que pareciam superados. A especialista também explicou que aceitar a morte não significa concordar com ela, mas reconhecer a realidade para seguir reconstruindo a própria vida.
Ressignificar a dor não significa esquecer
Outro ponto abordado foi a importância de identificar quando o sofrimento deixa de ser uma resposta natural e passa a comprometer a saúde mental, exigindo acompanhamento psicológico. Janaína ressaltou que ressignificar uma perda não significa esquecer quem morreu, mas aprender a manter viva a memória da pessoa por meio do amor, das lembranças e do legado deixado. Escrever cartas, criar homenagens, conversar sobre quem partiu e dar continuidade a projetos iniciados por essa pessoa são atitudes que podem contribuir para esse processo de reconstrução emocional.
Como acolher quem enfrenta uma perda
O episódio 1.360 da 7ª temporada do Papo com Geraldo Rodrigues, também trouxe orientações sobre como familiares e amigos podem oferecer apoio sem invadir o espaço de quem está sofrendo. A psicóloga explicou que frases prontas costumam minimizar a dor e reforçou que a escuta, o respeito e a presença são atitudes muito mais acolhedoras. A conversa ainda abordou o luto infantil, mostrando como a literatura pode ajudar crianças a compreenderem a perda de familiares ou até mesmo de um animal de estimação de maneira sensível e adequada.
A saudade permanece, mas a vida pode seguir
Ao longo do bate-papo, ficou evidente que sentir saudade faz parte da experiência humana. A principal mensagem da entrevista é que viver plenamente o luto não significa apagar as lembranças de quem partiu, mas transformar a relação com a perda. Quando a dor encontra acolhimento e compreensão, torna-se possível reconstruir a vida preservando o amor e reduzindo o peso do sofrimento.
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