Engenheiro aposentado transforma cultivo de macadâmia em negócio de sucesso com suporte técnico no Sul de Minas

A transição da rotina industrial para o campo se tornou a realidade do engenheiro metalúrgico aposentado Antônio Alves Salgado, de 73 anos. Em 2015, buscando uma nova ocupação na cidade de Andrelândia, localizada no Sul de Minas, ele escolheu investir na produção de macadâmia. A decisão foi motivada pelo caráter exclusivo do fruto, que possui alta valorização e ainda conta com pouca concorrência no mercado brasileiro, sinalizando um cenário promissor para expansão. Por se tratar de uma árvore perene e de longo prazo, o cultivo demanda paciência e um arranjo estruturado, já que os primeiros frutos começam a surgir apenas a partir do quinto ano após o plantio. No campo, o desenho do pomar exige um espaçamento técnico de aproximadamente quatro metros entre cada planta e de nove metros entre as fileiras.

Assistência estatal e manejo do solo
Para viabilizar a atividade e alcançar alta produtividade, o agricultor conta com o suporte fundamental da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Os técnicos da instituição pública acompanham de perto as características da propriedade, fornecendo recomendações detalhadas que envolvem desde a análise laboratorial da terra até as orientações específicas para a correção e o incremento da fertilidade do solo. Conforme relata o extensionista Marcelo Medeiros, essas intervenções agronômicas são essenciais porque influenciam de maneira direta o crescimento saudável e a evolução das plantas ao longo das safras.

Marca própria e expansão de mercado
Os resultados do manejo correto aparecem no volume colhido, que hoje atinge a marca de cerca de 20 toneladas de nozes em casca anualmente. Essa quantidade vem crescendo de forma constante devido tanto ao aprimoramento dos tratos culturais quanto ao fato de novos espécimes atingirem a idade de maturação produtiva. Do total obtido, uma parcela de 2% passa por processamento interno e abastece o mercado regional na forma de amêndoas torradas sob a bandeira da Macadâmias Zoé. A marca, criada em 2018, carrega um significado afetivo ao homenagear a falecida mãe do produtor, Maria Zoé Alves Salgado.

A maior parte do volume colhido na propriedade mineira é direcionada para o estado de São Paulo, especificamente para uma indústria de beneficiamento situada no município de Dois Córregos, que transforma a matéria-prima em diferentes produtos derivados. O momento econômico favorável e a alta demanda pelo fruto garantem valores de venda equilibrados, assegurando o retorno financeiro compatível com os aportes exigidos pela atividade. Com informações da Agência Minas

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