MG investe R$ 5,4 milhões em pesquisas contra doenças crônicas como como hipertensão, diabetes e obesidade na Uemg em Divinópolis

O Governo de Minas Gerais está intensificando o suporte à pesquisa científica voltada para a saúde pública, destinando mais de R$ 5,4 milhões ao Centro Multiusuário de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), em Divinópolis. Por meio da Fapemig, o investimento foca na geração de conhecimento e na oferta de tratamentos especializados para condições como hipertensão, diabetes e obesidade, que representam as principais causas de óbito e incapacidade globalmente.

Tecnologia e genética no monitoramento da saúde
Um dos pilares atuais das investigações no campus do Centro-Oeste mineiro busca identificar marcadores genéticos associados à obesidade, condição que apresentou um salto de 118% entre adultos brasileiros nos últimos 18 anos. Com um aporte específico de R$ 1,6 milhão, pesquisadores avaliam como fatores ambientais e hábitos individuais influenciam alterações genéticas e o surgimento de doenças metabólicas.

De acordo com a coordenadora do projeto, Camila Brandão, a abordagem é ampla e interdisciplinar. “A ideia é traçar o perfil clínico dessa população e, a partir dessa medida, pensar proposições de análises mais específicas e auxílio de tratamento”, explica a especialista. O estudo engloba desde análises clínicas e físicas até a qualidade do sono e aspectos epigenéticos dos participantes.

Estrutura de ponta para prevenção regional
O Centro Multiusuário, estruturado em 2024, opera com seis laboratórios cooperativos que integram áreas como psicologia do sono, nutrição e educação física. Além do desenvolvimento científico, o espaço funciona como um braço de assistência à comunidade, oferecendo aconselhamento e controle de doenças crônicas.

A importância estratégica desse investimento é reforçada pela redução de custos para o sistema público. Segundo Camila Brandão, focar na prevenção é essencial, pois o tratamento de doenças crônicas gera gastos elevados a longo prazo. Para voluntários como a empresária Michele Gonçalves, o acompanhamento especializado foi transformador: “Passei a entender que o exercício físico não era uma opção e, sim, uma necessidade”, relata ao descrever a melhora em sua qualidade de vida.

Impacto na qualificação e inovação estadual
Para a gestão estadual, o financiamento que abrange desde bolsas de estudo até a compra de equipamentos de última geração garante a continuidade da produção científica em Minas Gerais. Ana Carolina Lima Ferreira, superintendente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, ressalta que esse aporte impulsiona não apenas a saúde, mas também o empreendedorismo tecnológico e a qualificação da mão de obra local. Com informações da Agência Minas

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