MG atinge marca histórica de 33 mil leitos em expansão recorde do SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) vive um momento de recuperação estrutural sem precedentes na última década. Em Minas Gerais, o avanço é palpável: o estado ultrapassou a marca de 33,8 mil leitos ativos, após a criação de 941 novas unidades de internação e tratamento. Esse movimento integra um esforço nacional que já viabilizou a abertura de mais de 10 mil novos leitos em todo o país desde 2023, revertendo o cenário de retração observado após o pico da pandemia de covid-19.

Reversão da queda histórica e foco em cirurgias
A retomada do crescimento sustentado interrompe um ciclo de dez anos de redução na rede pública. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o foco atual é a expansão permanente, garantindo que o aumento da estrutura não seja apenas temporário, mas sim uma base sólida para o atendimento regionalizado.

Um dos pilares dessa nova fase é o reforço na área cirúrgica. Dos novos leitos abertos nacionalmente, quase 75% são destinados a procedimentos operatórios. Em solo mineiro, o total de leitos cirúrgicos já chega a 7.375 unidades. Esse fortalecimento foi o combustível para um recorde histórico: o SUS realizou 14,7 milhões de cirurgias eletivas em 2025, um salto de 42% em comparação aos números de 2022.

Programa Agora Tem Especialistas combate filas de espera
A ampliação da capacidade hospitalar está diretamente ligada ao programa federal “Agora Tem Especialistas”. A iniciativa foca na redução do tempo de espera por exames, consultas e intervenções complexas. Além dos leitos cirúrgicos, houve investimentos significativos em modalidades como o hospital-dia e leitos clínicos, que permitem um monitoramento mais ágil e eficiente dos pacientes.

Exemplos de sucesso dessa reestruturação podem ser vistos nos hospitais federais, que registraram um aumento de 30% no volume de cirurgias em apenas um ano. O objetivo é adaptar a rede às novas tecnologias médicas, que exigem internações menos invasivas e mais rápidas, otimizando o fluxo de atendimento.

Investimentos estratégicos em saúde mental e maternidade
O novo desenho da rede pública também prioriza áreas que ficaram desassistidas por anos. O Novo PAC Saúde prevê o aporte de R$ 4,8 bilhões para a construção de 36 maternidades e 31 Centros de Parto Normal, visando um atendimento mais humanizado para mães e bebês.

Saúde mental: o orçamento para o setor teve um aumento expressivo de 70%, chegando a R$ 2,9 bilhões, com a abertura de 653 novos serviços.

Assistência neonatal: por meio da Rede Alyne, o custeio para leitos de recém-nascidos cresceu 230%, fortalecendo o cuidado obstétrico no país.

Essa reestruturação leva em conta mudanças demográficas, como a queda na taxa de natalidade, e a transição para modelos de tratamento modernos, como a expansão da rede substitutiva em substituição aos antigos hospitais psiquiátricos, garantindo que o SUS se mantenha atualizado e eficiente. Com informações da Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde

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