Filtro de sangue: MG investe R$ 4,32 milhões para reduzir rejeição de órgãos transplantados

O Governo de Minas Gerais deu um passo decisivo para aumentar as chances de sucesso em transplantes de órgãos no estado. Através de um investimento anual de R$ 4,32 milhões, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e a Fundação Hemominas anunciaram a ampliação da plasmaférese terapêutica. A oferta do procedimento saltou de 25 para 60 sessões mensais, garantindo que pacientes que receberam novos órgãos tenham um suporte de alta tecnologia para evitar que o próprio corpo ataque o enxerto.

Um salto na assistência para múltiplos transplantes
Anteriormente restrita aos casos de transplante de fígado, a plasmaférese agora abraça pacientes de rim, coração, pulmão e pâncreas. Essa expansão corrige uma lacuna histórica na rede de saúde mineira. Segundo o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, a medida é estruturante e foca na segurança e rapidez do atendimento, unindo a gestão eficiente ao cuidado direto com a preservação da vida.

A estratégia também resolve um gargalo financeiro crítico: enquanto a tabela do SUS prevê um repasse irrisório de R$ 17 por sessão, o Governo de Minas passou a subsidiar aproximadamente R$ 6 mil por procedimento. Esse aporte garante a sustentabilidade dos hospitais que realizam a técnica, como o Hospital das Clínicas da UFMG e a Santa Casa de Belo Horizonte.

Como funciona a “limpeza” do sangue
A plasmaférese atua de forma semelhante a uma hemodiálise, mas com um foco específico: ela funciona como um filtro para o plasma sanguíneo. Por meio de uma máquina de aférese, o sangue do paciente é processado para remover anticorpos prejudiciais que poderiam causar a rejeição do órgão transplantado.

Substituição vital: o plasma retirado, que contém as substâncias nocivas, é substituído por albumina ou plasma fresco.

Resultado clínico: ao eliminar os agentes que atacariam o novo órgão, o procedimento melhora a resposta do organismo e potencializa o efeito dos medicamentos imunossupressores.

A presidente da Fundação Hemominas, Kelly Nogueira, destaca que a iniciativa une expertise técnica e compromisso assistencial, permitindo que a fundação forneça os hemocomponentes necessários com padrão de excelência.

Histórias de liberdade e superação
O impacto da medida é visível na rotina de quem depende do sistema. Para Talitha Veneroso, que passou por transplantes duplos de rim e pâncreas, a plasmaférese foi o que permitiu uma recuperação tranquila e a oportunidade de ver seu filho crescer.

Já o aposentado José Wenceslau, de 60 anos, descreve o tratamento como a conquista da “liberdade de ir e vir”. Após anos dependente de máquinas de hemodiálise, as sessões regulares de plasmaférese garantiram a ele a possibilidade de viajar e desfrutar de uma vida plena ao lado da família, reforçando que o investimento público se traduz em dignidade humana. Com informações da Agência Minas

PUBLICIDADE
[wp_bannerize_pro id="valenoticias"]
Don`t copy text!