GRNEWS TV: Garantir acesso de Agentes de Combate a Endemias aos imóveis vira ponto-chave no combate à Dengue em Pará de Minas
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, o diretor de Vigilância em Saúde, Adilson José Batista, detalhou as estratégias adotadas pelo município para conter o avanço da dengue em Pará de Minas.
Revisão de decreto deve fortalecer atuação dos agentes de saúde
O enfrentamento às endemias em Pará de Minas passa por um ponto considerado decisivo: o acesso a imóveis fechados ou sem moradores. Segundo a avaliação das equipes de saúde, a legislação municipal já oferece base suficiente para o trabalho preventivo, mas a retomada de um decreto específico é vista como essencial para dar segurança jurídica aos agentes.
Durante a primeira gestão do prefeito Inácio Franco, no início dos anos 2000, um decreto autorizava plenamente a entrada em imóveis desocupados, especialmente para vistoria e limpeza de quintais, onde se concentram os principais criadouros do mosquito. A norma deixou de valer na administração seguinte e agora está em processo de reavaliação pela Secretaria Municipal de Saúde.
Imóveis fechados comprometem todo o esforço preventivo
A maior preocupação envolve casas vazias, em processo de venda ou aluguel, que permanecem sem qualquer tipo de cuidado. A proposta é permitir novamente o acesso, mesmo que seja necessário pular muros ou acionar chaveiros, garantindo a eliminação de focos. Sem essa medida, o trabalho acaba sendo repetitivo e ineficaz, comparado a “enxugar gelo”.
Há também moradores que trabalham o dia inteiro e não estão em casa, mas esses podem agendar a visita dos agentes. Já um terceiro grupo, menor, mas problemático, é formado por pessoas que se recusam a permitir a entrada. Mesmo um único imóvel fechado pode comprometer o esforço feito em dezenas de outros, já que o mosquito não respeita limites ou fronteiras.
Penalização e conscientização entram no debate
A revisão do decreto busca, além do acesso, criar mecanismos de penalização mais rígidos para quem impede a ação do serviço público. A avaliação é de que tratar uma epidemia custa muito mais do que investir em prevenção. Em 2024, os gastos com atendimento aos casos de dengue e as perdas humanas registradas evidenciaram o impacto financeiro e social da falta de colaboração.
Autoridades reforçam que a saúde pública depende de ações coletivas. Quando um imóvel impede o trabalho, toda a comunidade paga o preço, tanto em recursos quanto em vidas, tornando a prevenção uma responsabilidade compartilhada.
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