Barreira digital do Banco Central impede mais de 250 mil golpes em contas bancárias

O sistema de segurança financeira do país acaba de ganhar um aliado de peso na luta contra o crime organizado. Em menos de 90 dias de operação, o BC Protege+ já evitou que 255,7 mil contas fraudulentas fossem abertas em nome de terceiros. O balanço, apresentado pelo Banco Central na sexta-feira (20), revela que a ferramenta já foi adotada por 1 milhão de usuários, gerando um tráfego de quase 71 milhões de consultas realizadas pelos bancos para validar a identidade de novos clientes.

O serviço atua como uma trava de segurança preventiva. Ao ser acionado, ele envia um alerta imediato a todas as instituições financeiras: o dono daquele CPF ou CNPJ não tem interesse em abrir novas contas ou ser vinculado a produtos financeiros de terceiros. Essa “blindagem” gratuita tem se mostrado eficaz para asfixiar fraudes de identidade, impedindo que criminosos utilizem dados vazados para movimentar dinheiro ilícito.

Como funciona o escudo contra fraudadores
O diferencial do BC Protege+ é a sua obrigatoriedade. Antes de finalizar a abertura de qualquer conta-corrente, poupança ou modalidade de pagamento pré-paga, os bancos são obrigados por lei a consultar o sistema. Caso a proteção esteja ativa, o processo de abertura é automaticamente travado, protegendo o cidadão e a empresa de contratações indesejadas e possíveis dívidas acumuladas por golpistas.

Para garantir que a ferramenta seja utilizada apenas pelo legítimo titular, o acesso é restrito e exige alto nível de segurança. O usuário precisa ter uma conta gov.br de nível prata ou ouro, além de manter a verificação em duas etapas ativada. Empresas também podem usufruir do benefício por meio de seus representantes registrados na plataforma governamental.

Flexibilidade para o cidadão e reativação programada
Embora a proteção seja robusta, ela não impede que o usuário abra uma conta legítima quando realmente desejar. O sistema permite a desativação temporária a qualquer momento de forma simplificada. Para evitar que o cidadão se esqueça de “trancar a porta” novamente, o Banco Central disponibiliza uma funcionalidade de reativação automática.

Dessa forma, o titular pode definir uma data específica para que o escudo volte a funcionar logo após ele concluir o procedimento bancário necessário. Esse modelo híbrido de segurança e praticidade é visto por especialistas como um passo crucial para reduzir o volume de crimes cibernéticos no sistema financeiro nacional. Com informações da Agência Brasil

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