Calendário escolar seguro começa com a caderneta de vacinação atualizada nas férias

O intervalo das férias escolares, marcado pelo ritmo mais leve e pela pausa nas obrigações pedagógicas, surge como o momento estratégico para pais e responsáveis reforçarem a proteção de crianças e adolescentes. A recomendação de especialistas em saúde é clara: utilizar este período para regularizar a situação vacinal dos jovens é a medida mais eficaz para garantir um retorno às salas de aula sem sobressaltos e com a saúde coletiva preservada.

O risco do convívio escolar sem imunização
Com o reinício das atividades na rede estadual de ensino marcado para o dia 4 de fevereiro, milhares de estudantes voltarão a compartilhar espaços coletivos, como pátios e salas de aula. Esse convívio diário, embora essencial para o desenvolvimento, facilita a propagação de patógenos. Entre as principais preocupações das autoridades de saúde está o sarampo, uma enfermidade viral de alta transmissibilidade que pode evoluir para quadros graves.

Em 2025, Minas Gerais demonstrou o vigor do seu sistema de vigilância ao monitorar 63 notificações suspeitas em Uberlândia. Embora nenhum caso tenha sido confirmado, o episódio serve como um lembrete de que a prevenção não pode ser negligenciada. Eduardo Prosdocimi, subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, enfatiza que a ausência de circulação do vírus no estado é um reflexo direto da adesão da população às campanhas de imunização.

O desafio da segunda dose e a proteção completa
Apesar de Minas Gerais apresentar indicadores positivos, os dados revelam um fenômeno que preocupa os gestores: a evasão entre a primeira e a segunda dose da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola). Em 2024, por exemplo, o estado superou a meta na primeira aplicação, atingindo 101,73% de cobertura. Contudo, o índice da segunda dose caiu para 89,73%.

Essa lacuna de proteção é o que o governo mineiro busca fechar durante este mês. Para que uma criança esteja efetivamente protegida, o esquema vacinal precisa estar concluído. A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses de vida, seguida pelo reforço aos 15 meses. Vale lembrar que adultos de até 59 anos também podem procurar as unidades de saúde para atualizar sua situação vacinal, caso necessário.

Rede de atendimento e cuidados imediatos
A vacina tríplice viral é oferecida gratuitamente em toda a rede pública de saúde e também por meio dos “vacimóveis”, que circulam pelo estado facilitando o acesso. Além desta, outras vacinas cruciais contra poliomielite, difteria e coqueluche estão disponíveis para garantir que o controle dessas doenças seja mantido.

As autoridades orientam que, caso a criança apresente sintomas como febre, manchas avermelhadas pelo corpo, tosse, coriza ou irritação nos olhos (conjuntivite), a família deve buscar atendimento imediato em uma Unidade Básica de Saúde. Manter a caderneta em dia é o gesto mais simples e potente para manter o sarampo e outras doenças infectocontagiosas longe das escolas mineiras. Com informações da Agência Minas

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