GRNEWS TV: Psicóloga aponta caminhos para envelhecer bem e ter uma vida longa com mais saúde emocional
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a psicóloga Franciele Lima Souza Tinoco, falou sobre as diversas fases da velhice e como envelhecer de maneira saudável.
Envelhecer bem é possível com cuidado e consciência
A psicóloga Franciele Lima trouxe uma reflexão profunda sobre o envelhecimento e os desafios de avançar em idade com qualidade de vida. Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e pós-graduanda em Gerontologia, ela ressaltou que envelhecer não é apenas contar anos, mas compreender transformações físicas, emocionais e sociais que fazem parte dessa etapa da vida.
Muitas velhices e realidades diferentes
Segundo Franciele, não existe uma única forma de envelhecer. Há “muitas velhices”, marcadas por contextos ambientais, sociais, econômicos e educacionais distintos. Esse olhar ajuda a combater preconceitos como etarismo ou idadismo, além do forte culto à juventude, que ainda influencia a forma como a sociedade enxerga os idosos.
Ela lembrou que a Década do Envelhecimento Saudável, estabelecida pela Organização Mundial da Saúde para o período de 2021 a 2030, reforça a importância de políticas públicas e práticas que promovam autonomia, participação social e bem-estar em todas as fases da vida.
Estratégias para envelhecer com qualidade
Durante a conversa, a psicóloga destacou estratégias fundamentais para um envelhecimento saudável, como manter vínculos sociais, estimular a autonomia, cuidar da saúde mental e ressignificar perdas naturais desse ciclo da vida. A especialização em Gerontologia, segundo ela, contribui para um olhar mais sensível sobre lutos, limitações e mudanças que acompanham o envelhecimento.
Terapia Cognitivo-Comportamental no cuidado ao idoso
Franciele explicou que a TCC é amplamente adaptável às demandas da pessoa idosa. As sessões respeitam o ritmo do paciente e utilizam recursos específicos para lidar com crenças disfuncionais, ansiedade, tristeza e possíveis quadros depressivos. Para isso, são utilizadas escalas e instrumentos de avaliação, capazes de diferenciar emoções esperadas do envelhecimento de transtornos clínicos.
O acompanhamento também envolve monitoramento cognitivo, observando memória e atenção ao longo do tratamento, muitas vezes em diálogo com a neuropsicologia. Para a especialista, envelhecer bem é um processo construído com informação, acolhimento e cuidado contínuo.
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