Nova caderneta da pessoa idosa amplia foco em saúde mental e proteção social
O Ministério da Saúde oficializou a entrega de uma versão reformulada da Caderneta da Pessoa Idosa, documento essencial para o acompanhamento da população com mais de 60 anos no país. A atualização vai além do histórico médico tradicional, incorporando diretrizes fundamentais sobre bem-estar emocional, estratégias de combate à violência, orientações de cuidados paliativos e informações sobre direitos e seguridade social. O objetivo é oferecer uma ferramenta mais completa para os mais de 32 milhões de brasileiros nesta faixa etária.
Estrutura moderna para um atendimento humanizado
A nova edição do documento foi planejada para facilitar a comunicação entre os idosos, seus círculos familiares e os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). Com um design mais acolhedor, a caderneta utiliza fontes maiores para facilitar a leitura e inclui ilustrações didáticas. Uma inovação tecnológica importante é a presença de QR codes, que permitem o acesso rápido a materiais educativos complementares, garantindo que o usuário tenha informações atualizadas na palma da mão.
Identificação de vulnerabilidades e histórico clínico
Uma das principais novidades técnicas inseridas nesta versão é o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional. Este mecanismo permite que as equipes de saúde identifiquem, de forma mais precisa, o grau de fragilidade de cada indivíduo e suas demandas específicas de cuidado. Além dessa inovação, o documento mantém sua função primordial de centralizar registros de imunização, medicações em uso, cronograma de consultas e resultados de exames, funcionando como um guia de navegação pelo sistema de saúde.
Acesso digital e distribuição nacional
O Ministério da Saúde informou que o material já pode ser consultado em formato digital através de seu portal oficial na internet. A expectativa é que, ainda no decorrer deste ano, a caderneta seja integrada ao aplicativo Meu SUS Digital, ampliando a praticidade para usuários de smartphones. Para garantir a inclusão de todos, o governo federal também realizará a distribuição da versão física impressa em todo o território nacional, assegurando que o histórico clínico e as informações sobre direitos cheguem a quem mais precisa. Com informações da Agência Brasil


