GRNEWS TV: Projetos da prefeitura rejeitados por vereadores acendem alerta fiscal em Pará de Minas, diz vice-prefeito

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, o vice-prefeito de Pará de Minas, Luiz Lima, fez um balanço do primeiro ano da atual gestão e falou sobre o período de adaptação ao Executivo.

Derrota na Câmara Municipal preocupa a gestão
A rejeição de projetos estratégicos da prefeitura na Câmara Municipal, no fim de 2025, acendeu um sinal de alerta sobre o futuro financeiro de Pará de Minas. Entre as propostas barradas estão a atualização da planta de valores imobiliários, que impactaria o IPTU, e a criação da taxa de coleta de lixo. As duas matérias foram derrubadas por ampla maioria, o que, segundo a gestão, compromete a capacidade de investimento do município.

Orçamento limitado e despesas crescentes
De forma prática, a administração explica que o orçamento municipal funciona como o orçamento doméstico: só é possível investir dentro daquilo que se arrecada. Hoje, cerca de metade de todo o orçamento da prefeitura é destinada ao pagamento da folha de pessoal. A maior parte dos servidores é efetiva, o que garante estabilidade, mas também amplia os compromissos fixos do município.

Atualização que não veio
A não correção da planta de valores é vista como um entrave. Há seis anos, os imóveis tinham valores menores e os custos gerais eram outros. Sem atualização, a arrecadação fica defasada, enquanto as despesas seguem aumentando. A comparação com o salário mínimo ajuda a ilustrar o problema: se ele ficasse anos sem reajuste, o poder de compra cairia drasticamente.

Reforma tributária amplia incertezas
Outro fator de preocupação é a reforma tributária. Prefeitos de todo o país avaliam que a mudança pode reduzir ainda mais a fatia de recursos que chega aos municípios. Tributos que antes ficavam localmente passam a ser centralizados, retornando depois de forma incerta.

Município assume serviços de outras esferas
Mesmo com arrecadação limitada, a prefeitura acaba bancando serviços que deveriam ser estaduais ou federais, como fiscalização de abatedouros, emissão de identidades e apoio a órgãos de segurança e justiça. No fim das contas, é no município que a vida acontece, e é aqui que a população cobra soluções.

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