Governo de MG admite que água do Paraopeba está contaminada e oferece risco á saúde desde Brumadinho até Pará de Minas

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A notícia não é boa para quem está em locais atingidos pelos rejeitos da barragem da mineradora Vale que rompeu no dia 25 de janeiro no município de Brumadinho.

Para a população de Pará de Minas isso deve significar o suspensão da captação de água no rio Paraopeba no distrito de Córrego do Barro para abastecer a população paraminense.

Os ambientalistas vinham afirmando que o rio Paraopeba estava contaminado desde o dia do rompimento da barragem, mas a confirmação oficial veio por meio de nota oficial publicada pelo Governo do Estado de Minas Gerais na manhã desta quinta-feira, 31 de janeiro.

Veja a íntegra da nota oficial do Governo de MG atestando a contaminação da água do rio Paraopeba está contaminada e oferece riscos à saúde.

“As Secretarias de Estado de Saúde (SES-MG); de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad); e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) comunicam que, devido aos resultados iniciais do monitoramento feito pelo Governo de Minas no Rio Paraopeba, após o rompimento da Barragem B1 (Mina do Feijão), em Brumadinho (MG), a água deste corpo hídrico apresenta riscos à saúde humana e animal.

Diante disso e por segurança à população, os órgãos citados não indicam a utilização da água bruta do Rio Paraopeba para qualquer finalidade, até que a situação seja normalizada. Deve ser respeitada uma área de 100 metros das margens.  O contato eventual não causa risco de morte. E para os bombeiros, que têm trabalhado em contato mais direto com o solo, a orientação da Saúde é para que utilizem todos os equipamentos de segurança.

Para manter o abastecimento, o Governo do Estado de Minas Gerais já determinou à Vale que forneça água potável para as comunidades afetadas. Paralelamente, foi suspensa a necessidade de emissão de outorga para a perfuração de poços artesianos. Servidores da Secretaria de Agropecuária estão percorrendo a região de 20 municípios para dar orientações de não utilização da água destes cursos.

Qualquer pessoa que tenha tido contato com a água bruta do Rio Paraopeba – após a chegada da pluma de rejeitos – ou ingerido alimentos que também tiveram esse contato, e apresentar náuseas, vômitos, coceira, diarreia, tonteira, ou outros sintomas, deve procurar a unidade de saúde mais próxima e informar sobre esse contato.

Observação: esta orientação é válida desde a confluência do Rio Paraopeba com o Córrego Ferro-Carvão até Pará de Minas. No município de Pará de Minas há um outro manancial que serve de alternativa para o abastecimento da cidade.

Os dados de monitoramento da qualidade da água superficial estão disponíveis AQUI.”

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