Professores protestam em Pará de Minas contra defasagem salarial e perda mensal de R$ 600,00

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Professores da rede municipal de ensino cruzaram os braços na manhã desta quinta-feira, 30 de maio, e foram protestar na porta da Prefeitura de Pará de Minas.

O objetivo foi mostrar a insatisfação dos profissionais que se sentem desvalorizados desde 2012, com o piso nacional que não é respeitado pelo Município segundo os manifestantes.


Além disso, eles reivindicam 2% de progressão prevista no Estatuto do Servidor e que não é pago e também mudanças no calendário escolar sem a presença de representantes da classe.

Antes de tomar a decisão de realizar a manifestação, representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público de Pará de Minas (SITRASERP) se reuniram com a secretária municipal de Educação Marluce de Souza Pinto Coelho e não chegaram a um acordo.

Para a presidente do SITRASERP, Tânia Valeriano Chaves, o prefeito Elias Diniz (PSD) não mostra interesse em conversar com os educadores nem com seus representantes:

Tânia Valeriano Chaves
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A presidente do SITRASERP explica como funciona o piso salarial nacional e como ele não é aplicado em Pará de Minas. Segundo ela, os professores perdem em média R$ 600,00 a cada mês:


Tânia Valeriano Chaves
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O professor de história das escolas municipais Dona Cotinha e Dom Bosco, José Camilo de Oliveira, quer que o profissional da educação seja valorizado pois mesmo com salário defasado eles continuam trabalhando em prol das crianças:


José Camilo de Oliveira
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O prefeito Elias Diniz estava em reunião do Comitê de Gestão e Avaliação de Resposta ao Desastre durante a manifestação dos professores. Quando terminou o encontro ele conversou com representantes do SITRASERP.


A crise financeira, segundo o prefeito, é o motivo da defasagem salarial dos profissionais. Se o governo estadual tivesse quitado os mais de R$ 37 milhões devidos a Pará de Minas, de acordo com Elias Diniz, poderia haver um reajuste:


Elias Diniz
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O prefeito ainda se comprometeu a reajustar os salários dos educadores a partir de janeiro de 2020, quando o Governo de Minas prometeu quitar parte do valor devido:

Elias Diniz
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Até 11 de março o Estado devia ao Município R$ 37.704.048,50. Desse total, R$ 815.889,06 refere-se a juros e correções do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e R$ 10.477.191,32 são referentes ao Fundo dos anos 2018 e 2019 que foram retidos do ICMS e do IPVA para a educação.

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