Lula defende que investimento em remédios é dever humanitário e não custo para o Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, ontem (26), que o acesso a medicamentos essenciais deve ser encarado como um direito fundamental e uma obrigação direta do Estado brasileiro. Durante visita ao complexo industrial da de uma farmacêutica, em Anápolis (GO), o chefe do Executivo destacou que a destinação de recursos para políticas de saúde não pode ser classificada como “gasto”, mas sim como um investimento vital para a preservação da vida.
Em seu discurso, o presidente relembrou as dificuldades históricas enfrentadas pelas camadas mais pobres da população, que muitas vezes possuíam o diagnóstico médico, mas não tinham condições financeiras para iniciar o tratamento.
O fim da “receita embaixo do travesseiro”
Lula trouxe um relato sensível sobre o passado do país, recordando a época em que a falta de assistência farmacêutica condenava cidadãos à morte por desamparo econômico.
“Eu sou do tempo em que as pessoas pobres iam ao médico, recebiam a receita e levavam para casa, colocando-a embaixo do travesseiro ou em um copo na prateleira, esperando o dinheiro chegar para comprar o remédio. Como o dinheiro não chegava, muitas vezes as pessoas morriam sem poder comprar o medicamento”, pontuou o presidente.
Para o mandatário, essa realidade começou a mudar com a consolidação de políticas públicas estruturadas, que visam garantir que o tratamento chegue às mãos de quem precisa, independentemente da sua conta bancária.
Farmácia Popular e o suporte a doenças crônicas
O presidente elencou o programa Farmácia Popular como um pilar central dessa estratégia de cuidado. Atualmente, a iniciativa assegura a oferta de 41 tipos de medicamentos de uso contínuo, fundamentais para pacientes com condições que exigem monitoramento constante.
Lula ressaltou a importância do Estado intervir especialmente em casos de alto custo. De acordo com dados do Ministério da Saúde citados pelo presidente, o governo chega a disponibilizar medicações que, no mercado convencional, alcançam o valor de R$ 1 milhão.
“Se a pessoa não pode comprar, o Estado tem a obrigação de fazer com que ela tenha esse direito. Eu, sinceramente, não vejo limite de investimento melhor do que colocar dinheiro para salvar a vida de homens, mulheres e crianças neste país”, concluiu.
A defesa do fortalecimento do setor farmacêutico nacional e da rede de distribuição pública ocorre em um momento de expansão das metas de cobertura vacinal e de assistência básica, reforçando o papel da saúde como motor de dignidade humana. Com informações da Agência Brasil


