Paraminenses repudiam quem filma vítimas fatais de acidentes e compartilha; autor pode ser processado por danos morais

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As redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas se tornaram um verdadeiro sucesso no mundo inteiro. Todas as pessoas que possuem um smartphone com certeza tem ao menos uma delas instalada. Além de ajudar a rever pessoas conhecidas, fazer novas amizades, se divertir e até aprender, elas podem servir também para o crime.

São relatados diariamente golpes aplicados por meio das redes sociais e todos devem ficar atentos para não se tornar a próxima vítima.

Entre os aplicativos de mensagens instantâneas, o mais famoso é o WhatsApp. Nele dá pra conversar com os amigos, namorar e até trabalhar, pois tudo fica mais fácil e rápido. No app é possível criar grupos e as mensagens serem enviadas para um número ainda maior de pessoas.

Mas infelizmente, algumas, deixaram o bom senso na vida virtual de lado e compartilham mensagens de acidentes onde é possível ver claramente pessoas mortas e às vezes até mutiladas.

Em meados do ano de 2019 a população de Pará de Minas se revoltou com a divulgação instantânea de imagens de uma senhora que sofreu uma queda na região central da cidade. Teve familiar que tomou conhecimento por meio das redes sociais e o susto foi maior ainda. Á época paraminenses se posicionaram contrários ao compartilhamento de imagens de pessoas feridas ou mortas.

Mais um caso deste tipo foi registrado na manhã de segunda-feira, 27 de janeiro, em Pará de Minas. Um acidente na BR 352, rodovia que liga a cidade a Pitangui, próximo ao aterro controlado, deixou uma mulher morta e outras cinco vítimas feridas. Nas imagens que foram compartilhadas em grupos, um homem filma o acidente, mostra os feridos e no fim a mulher que morreu após a batida.

Logo que o vídeo começou a circular muita gente começou a reclamar nos grupos e redes sociais sobre a atitude do homem em filmar em vez de ajudar. Além disso eles questionaram se familiares não poderiam ver as imagens antes de receber a notícia da morte. A reportagem do Portal GRNEWS saiu às ruas para ouvir a opinião das pessoas e constatou que a indignação tomou conta da maioria. Sabrina Soares é vendedora e não gostou do que viu:

Sabrina Soares
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O encarregado de produção Flávio Rocha de Melo também repudia este tipo de atitude. Argumenta que nestes casos o interessante é tentar ajudar os feridos e não fotografar ou filmar a situação:

Flávio Rocha de Melo
flaviofilmaracidentes1

Cristiane Aparecida de Freitas classifica a atitude como falta de respeito o compartilhamento desse tipo de imagem:

Cristiane Aparecida de Freitas
cristianefilmaracidentes1

Antes de qualquer coisa, é preciso pensar na família da pessoa acidentada. Depois é a vez de tentar ajudar caso tenha noções de primeiros socorros, além é claro, de ligar para a emergência. Sinalizar a via para evitar novos acidentes também é interessante.

Nestes casos, quem filmou a cena pode ser enquadrado no crime de omissão de socorro e até ser processado por danos morais.

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