GRNEWS TV: Dor invisível da fibromialgia desafia diagnóstico e exige mais compreensão
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Conceição Cruz, idealizadora, Sônia Cruz, idealizadora e Coordenadora e Jaqueline Moreira, psicóloga, psicanalista e integrante, falaram sobre o Movimento Mulheres de Fibro de Pará de Minas que celebra um ano com muitos desafios a serem superados.
Quando a dor vai além de um problema físico
A fibromialgia continua sendo um desafio para pacientes e profissionais da saúde, principalmente porque a doença não aparece em exames tradicionais. Muitas pessoas convivem com dores intensas sem que os resultados laboratoriais indiquem claramente a origem do problema.
Em alguns casos, a dor pode até estar associada a uma lesão física identificável, como problemas musculares ou articulares. No entanto, quem tem fibromialgia pode sentir um agravamento dessas dores, já que o organismo passa a reagir de forma mais intensa aos estímulos dolorosos. Assim, um problema localizado pode se transformar em um sofrimento mais amplo, espalhado por várias regiões do corpo.
Sensações diferentes e difíceis de explicar
Pacientes relatam que a dor da fibromialgia não se limita a um único tipo de sensação. Em determinados momentos, ela pode parecer uma queimação ou pontadas fortes; em outros, uma pressão constante, formigamento ou sensação de estiramento muscular.
Há quem descreva a experiência como se o corpo estivesse sempre sob tensão, como um elástico sendo puxado continuamente. O desconforto pode atingir costas, pescoço, pernas e outras partes do corpo ao mesmo tempo, tornando a rotina mais difícil e cansativa.
Por ser invisível, a condição também traz um desafio social. Muitas pessoas aparentam estar bem fisicamente, mas convivem com dores intensas no dia a dia. Por isso, pacientes costumam repetir uma frase que resume bem a situação: quem vê o rosto nem sempre percebe a dor.
Movimento amplia debate e combate preconceitos
Iniciativas de grupos de apoio, como o Movimento Mulheres de Fibro, têm ajudado a ampliar o debate sobre a fibromialgia. Em Pará de Minas, por exemplo, movimentos organizados por pacientes contribuíram para dar mais visibilidade ao tema e incentivar a busca por informação.
Além de fortalecer quem convive com a doença, essas iniciativas também ajudam a orientar familiares, empresas e a própria sociedade sobre a importância do acolhimento e da compreensão diante de uma dor que muitas vezes não pode ser vista, mas que é profundamente sentida.
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