PRF diz que veículos de carga estão envolvidos em quase metade das mortes nas rodovias do Brasil

O encerramento da Operação Rodovida traz um alerta preocupante para a segurança viária no Brasil. Dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ontem (23) revelam que, das 1.172 vidas perdidas em estradas federais nos últimos dois meses, 514 mortes ocorreram em sinistros envolvendo veículos de carga. O índice representa 43,93% do total de fatalidades, evidenciando a gravidade das colisões que incluem caminhões e carretas.

Embora os veículos de carga correspondam a cerca de 23,8% do total de acidentes registrados no período (3.149 ocorrências), a letalidade desses eventos é desproporcional. Segundo a PRF, as colisões frontais são as principais vilãs, sendo responsáveis por 288 mortes nos episódios envolvendo o transporte de carga.

O carnaval mais letal dos últimos dez anos
O balanço final da operação, que se estendeu de 18 de dezembro de 2024 até o último domingo (22), aponta que o feriado de Carnaval foi o ponto crítico da violência no trânsito. Pelo menos 130 pessoas morreram durante os dias de folia, configurando o período carnavalesco mais violento da última década. Houve um salto de 8,54% nos acidentes considerados graves, com a maioria das vítimas ocupando automóveis de passeio ou motocicletas.

Imprudência e alta velocidade em números recordes
Os flagrantes de desrespeito às leis de trânsito durante a Rodovida assustam as autoridades. O excesso de velocidade foi a infração mais comum, atingindo a marca de 1,2 milhão de veículos monitorados. A PRF também registrou números alarmantes em outras frentes:

Ultrapassagens proibidas: 58,7 mil autuações.

Alcoolemia: 11,1 mil motoristas flagrados dirigindo sob efeito de álcool.

Uso de celular: 9,6 mil condutores utilizando o aparelho enquanto dirigiam.

A falta de itens básicos de segurança também foi destaque negativo. Mais de 54,5 mil pessoas foram flagradas sem o cinto de segurança ou o uso correto da “cadeirinha” para crianças. Entre os motociclistas, o descaso com a vida somou 10,3 mil flagrantes de pilotagem sem capacete.

Fadiga ao volante e desrespeito à Lei do Descanso
Outro fator determinante para o alto índice de mortes envolvendo o transporte de carga é o cansaço dos condutores. A fiscalização da PRF identificou que 17,1 mil motoristas profissionais, como caminhoneiros e motoristas de ônibus, não respeitaram a Lei do Descanso. A norma exige uma pausa mínima de 11 horas diárias para garantir que o profissional tenha condições físicas e reflexos agudos para operar veículos de grande porte.

A Operação Rodovida é a principal estratégia de segurança nacional para os períodos de maior fluxo rodoviário, englobando as festas de fim de ano, as férias escolares e o carnaval, visando mitigar os riscos em um sistema viário sobrecarregado. Com informações da Agência Brasil

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