Setor de motocicletas atinge recorde histórico e projeta expansão ainda maior para 2026
O mercado brasileiro de duas rodas vive um momento de efervescência sem precedentes nas últimas duas décadas. Segundo dados consolidados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o ano de 2025 encerrou com a marca impressionante de 2.197.851 unidades comercializadas. O número representa um salto de 17,1% em comparação ao exercício anterior e se consagra como o maior volume de vendas registrado no país desde 2003.
Fatores que impulsionam o fenômeno das duas rodas
A quebra de recordes supera anos emblemáticos para o setor, como 2011 e 2008, que até então ocupavam o topo do ranking histórico. De acordo com Marcos Bento, presidente da Abraciclo, esse desempenho excepcional é sustentado por uma combinação de fatores práticos do cotidiano brasileiro. A necessidade de soluções ágeis para a mobilidade urbana, somada à consolidação da motocicleta como ferramenta de trabalho essencial para o setor de serviços e entregas, mantém a procura em patamares elevados.
Polo Industrial de Manaus em ritmo acelerado
Para dar conta da demanda aquecida, as fábricas instaladas em Manaus intensificaram o ritmo de operação. Em 2025, a produção nacional atingiu 1.980.538 unidades, um crescimento de 13,3% sobre o ano de 2024. Este foi o melhor resultado produtivo dos últimos 14 anos. O comércio exterior também deu sinais de vigor, com as exportações saltando 39,1%, totalizando mais de 43 mil motos enviadas para outros mercados. O Polo Industrial de Manaus reafirma sua posição de destaque global, sendo o principal centro produtor fora da Ásia.
Perspectivas otimistas para o ano de 2026
As projeções para o ano corrente indicam que o setor não pretende desacelerar. A expectativa da Abraciclo é que 2026 estabeleça novos patamares de produção e venda. A estimativa aponta para a fabricação de aproximadamente 2,07 milhões de motocicletas, um aumento de 4,5% sobre o ano passado. No varejo, o crescimento esperado é de 4,6%, o que pode levar o mercado brasileiro a absorver 2,3 milhões de novas unidades. As exportações também devem seguir em trajetória ascendente, com previsão de alcançar 45 mil unidades embarcadas, consolidando a robustez da indústria nacional. Com informações da Agência Brasil

