Sindicalista descarta nova paralisação de caminhoneiros caso o governo continue dialogando com a categoria

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No ano passado os brasileiros notaram a importância dos caminhoneiros. Durante duas semanas eles pararam os veículos nas estradas brasileiras e cruzaram os braços mostrando sua indignação frente à tabela do frete e ao aumento do diesel que subiu mais de 50% em 12 meses. Nos 10 dias de paralisação faltou combustível, alimentos e insumos médicos em cada canto do país.

Na segunda-feira, 22 de julho, muitos brasileiros tiveram medo de passar pelos dias escassos novamente. Caminhoneiros iniciaram parcialmente uma nova paralisação autônoma em pontos diversos do país. O pedido deles se repete: o tabelamento do frete, divulgado na quinta-feira (18) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não condiz com o esperado e prometido pelo governo federal. Esta tabela havia entrado em vigor no fim de semana.

A greve parcial teve efeito positivo para os caminhoneiros, que receberam a noticia do ministro da Infraestrutura Tarcísio Freitas que iria solicitar formalmente à ANTT a suspensão da resolução.

A diretora da Agência então acatou o pedido do ministro e continua valendo a resolução de maio de 2018 para o cálculo do piso do frete rodoviário.

Na região de Pará de Minas não ocorreu paralisação e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Rodoviário de Pará de Minas, Francisco Ferreira Borges, acredita que os motoristas não devem paralisar o trabalho tão cedo. Para ele, o governo sabe que uma nova greve trará consequências graves para o país:


Francisco Ferreira Borges
francisconovaparalisacao1

Acrescenta que os sindicatos de base não tem poder durante estas grandes paralisações, apenas apoiam o ato dos trabalhadores, dando todo o suporte que eles necessitam.

Francisco Ferreira Borges acredita que enquanto o governo federal estiver alinhado com os motoristas, dialogando e fazendo acordos, uma nova greve está descartada:

Francisco Ferreira Borges
francisconovaparalisacao2

Nesta quarta-feira, 24 de julho, representantes dos motoristas se reunirão com membros da ANTT para reivindicar melhorias no tabelamento do frete. Eles pretendem avaliar se a prática de pisos mínimos sem incorporar a margem de lucro dos transportes principalmente autônomos deve continuar sendo praticada e pretendem incluir o valor do pedágio no cálculo, o que não era feito no tabelamento da resolução em vigor no fim de semana.

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