Mais de 2 milhões de brasileiros adultos possuem transtorno de déficit de atenção; terapeuta fala de sintomas e tratamentos

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Algumas crianças são consideradas por muita gente hiperativas, custosas, sem limites. Outras são quietas até demais e as pessoas chegam a falar que ela pode ser autista por ficar recolhida nos cantos ou as vezes nem conversar direito com as pessoas.

Quando os pais estão atentos e levam a criança a um profissional é que vem o diagnóstico e também o susto. O filho tem Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

O transtorno aparece principalmente na infância e na maioria dos casos acompanha o indivíduo por toda a vida. Entre os sintomas estão a desatenção e impulsividade. Inclusive é reconhecido oficialmente pela Organização Mundial da Saúde e em alguns países, como o Estados Unidos, os portadores são protegidos por lei para receberem tratamento diferenciado na escola.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que cerca de 4% da população mundial tem TDAH. Só no Brasil são dois milhões de adultos, que se apresenta no excesso de atividades ou trabalho, dificuldade na atenção concentrada, baixa autoestima e até menor chance de satisfação na vida.

Moira Sampaio Rocha é terapeuta ocupacional pós-graduada em Educação Especial com ênfase em Educação Inclusiva e pós-graduada em Tecnologia Assistiva com ênfase em TDAH e explica sobre o transtorno que acometa tantas pessoas atualmente:

Moira Sampaio Rocha
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A desatenção é mais comum em meninas e a hiperatividade é predominante nos meninos. Também há casos em que os dois sintomas se juntam, o que requer atenção dos pais e acompanhamento de profissionais:

Moira Sampaio Rocha
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E como perceber se há o TDAH? É preciso atenção aos pequenos detalhes do dia a dia e os sintomas são diferentes em cada sexo. Na maioria dos casos o médico sozinho não consegue diagnosticar:

Moira Sampaio Rocha
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Quanto à hiperatividade, há alguns sintomas predominantes, que se não tratados podem se tornar problema na vida adulta:

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O TDAH não tem cura mas com o tratamento adequado é possível minimizar os sintomas ao longo da vida. Um profissional com o auxílio de técnicas vai ajudar o paciente a se concentrar melhor e há ainda medicação que ajuda neste tratamento:

Moira Sampaio Rocha
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O tratamento também inclui a organização pois os portadores do transtorno têm dificuldades quanto a isso. É necessário também adaptar o ambiente, do local de estudo ou trabalho, às pessoas que convivem com a criança:

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E na fase adulta? Moira Sampaio explica que também há tratamento pra quem não foi diagnosticado na infância:

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O projeto de lei 7081 tramita desde 2010 no Brasil e dispõe sobre o diagnóstico e o tratamento de dislexia e do TDAH na educação básica. O objetivo é fazer com que profissionais da educação e da saúde estejam preparados para auxiliar crianças diagnosticadas com os transtornos.

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto em 2013 e desde então está no Senado Federal para apreciação, sem prazo final para votação.

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