GRNEWS TV: Diagnóstico não define quem somos e acolhimento é parte da cura, diz psicóloga

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a psicóloga Marina Saraiva repassou orientações importantes sobre cuidados com a saúde mental.

Saúde mental no trabalho e na escola
O debate sobre saúde mental tem ganhado força em empresas e escolas, especialmente diante do crescimento de casos de burnout e outros transtornos ligados ao excesso de cobrança. Participações do público reforçaram a necessidade de equipes multidisciplinares, como arteterapeutas, e de gestores escolares com formação mais ampla em áreas como psicologia e sociologia. A compreensão dos alunos e profissionais precisa ir além do desempenho e considerar aspectos humanos, emocionais e sociais, alinhados inclusive às orientações da Organização Mundial da Saúde.

A pessoa não é a doença
Uma das reflexões centrais levantadas foi sobre os limites entre o indivíduo e o transtorno mental. Especialistas reforçam que ninguém deve ser reduzido a um diagnóstico. Expressões como “eu sou depressivo” ou “sou bipolar” acabam fortalecendo uma identificação perigosa, quando o correto é entender que a pessoa apresenta sintomas, mas continua sendo muito mais do que a doença. O diagnóstico deve orientar o cuidado, não definir a identidade.

Os riscos do autodiagnóstico
Com o fácil acesso à informação, cresce o número de pessoas que chegam aos consultórios após se autodiagnosticarem pela internet. Esse comportamento é considerado arriscado, já que apenas profissionais qualificados, como psicólogos e psiquiatras, podem avaliar corretamente sintomas e fechar um diagnóstico. Sintomas isolados não significam, necessariamente, um transtorno específico, e interpretações equivocadas podem agravar o sofrimento.

Sintomas como pedidos de ajuda
Na visão clínica, os sintomas não surgem por acaso. Eles são tentativas do próprio organismo de lidar com um mal-estar interno. Falar sobre dores emocionais, angústias e incômodos é parte fundamental do processo terapêutico, permitindo que o tratamento vá além da medicação e alcance as causas do sofrimento.

Família e amigos como rede de proteção
O papel da família e dos amigos é essencial no processo de recuperação. Mais do que cobrar resultados ou minimizar a dor, essas relações precisam exercer uma função protetora e acolhedora. Assim como o trabalho ocupa um espaço importante na vida, o ambiente familiar deve ser um lugar de escuta, apoio e segurança para quem enfrenta desafios emocionais.

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