Pequenos negócios ganham as ruas: formalização de ambulantes dispara 45% em dois anos

O cenário do comércio popular no Brasil está passando por uma transformação silenciosa, mas robusta. Segundo dados do DataSebrae, o número de vendedores ambulantes que decidiram sair da informalidade e se registrar como Microempreendedores Individuais (MEI) cresceu expressivamenete. Em 2025, o país registrou mais de 56 mil novos profissionais formalizados na categoria, um salto de 45% na comparação com os 38 mil registrados em 2023.

Esse movimento de profissionalização reflete a busca por maior segurança jurídica e acesso a benefícios previdenciários. Ao se tornarem MEIs, esses trabalhadores passam a possuir um CNPJ, podem emitir notas fiscais e ganham o direito de contratar um colaborador para auxiliar nas vendas, desde que o faturamento anual não ultrapasse o teto de R$ 81 mil.

O impacto das metrópoles no mapa da formalização
As grandes capitais brasileiras foram os principais motores dessa alta. O estado de São Paulo lidera o ranking em números absolutos, com 16 mil novos ambulantes formalizados apenas no ano passado, representando um aumento de 43% em relação a dois anos atrás. No Rio de Janeiro, o crescimento foi ainda mais acelerado em termos percentuais, atingindo 54% de alta com 6,5 mil novos registros.

A Bahia também acompanhou a tendência, registrando 2,9 mil novos MEIs no setor de comércio de rua, um incremento de 39%. Para o Sebrae, essa organização prévia é fundamental para que o trabalhador consiga aproveitar as grandes janelas de consumo, como as festas populares e eventos sazonais.

Carnaval como motor da economia para os pequenos
A explosão da formalização ocorre em um momento estratégico como o Carnaval. A maior festa popular do planeta injetou cerca de R$ 18,6 bilhões na economia brasileira este ano. O Sebrae reforça que a folia é sustentada, em sua maioria, pelos pequenos negócios. Na Bahia, por exemplo, os empreendedores de micro e pequeno porte dominam quase 99% do setor de bares e restaurantes, além de representarem a imensa maioria do transporte turístico e da rede hoteleira.

Somente em Salvador, mais de 1 milhão de turistas circularam pela cidade, movimentando mais de R$ 1,8 bilhão. Para maximizar esse potencial, o Sebrae promoveu ações em circuitos tradicionais, como o Barra-Ondina, focando em nichos como moda e gastronomia. O objetivo é provar que, com a formalização, o ambulante deixa de ser apenas um vendedor de rua para se tornar uma peça chave e reconhecida da engrenagem turística nacional. Com informações da Agência Brasil

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