GRNEWS TV: Inácio Franco diz que excessos de atestados médicos pressionam gestão municipal e travam reajuste salarial

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, o prefeito Inácio Franco falou sobre realizações do primeiro ano de sua gestão e também de propostas para o ano de 2026.

Inflação limita aumento para servidores
O índice oficial da inflação, próximo de 4,5%, definiu o teto possível para o reajuste salarial do funcionalismo municipal de Pará de Minas. A intenção da administração era conceder um aumento maior, em torno de 8%, como forma de valorizar os servidores. No entanto, o cenário financeiro impôs cautela. Mesmo reconhecendo que os bons servidores são o maior patrimônio da Prefeitura, a gestão afirma que não há margem orçamentária para um reajuste acima da inflação.

Números de atestados chamam atenção
De acordo com o prefeito, um levantamento interno revelou dados preocupantes. Somente em 2025, foram registrados 8.287 atestados médicos apresentados por cerca de 3.200 servidores. Desse total, 4.712 afastamentos ocorreram na área da educação, envolvendo aproximadamente 2.397 profissionais. O impacto é expressivo: 34.612 dias de trabalho perdidos, o equivalente a quase dez anos de serviço conforme informação do gestor municipal.

Doença é direito, abuso não será tolerado
A administração reconhece que muitos afastamentos foram legítimos, como casos de viroses e problemas de saúde que realmente impediram o trabalho. Servidor doente não deve exercer suas funções. No entanto, a crítica é direcionada aos casos de uso indevido do atestado, quando o afastamento é solicitado sem real necessidade, apenas para faltar ao serviço.

Mudanças na emissão de atestados
Diante do volume elevado, medidas foram adotadas para restringir a emissão indiscriminada de atestados, especialmente na UPA. A prática de buscar o serviço de urgência apenas para obter afastamento, principalmente às sextas e segundas-feiras, contribuía para a superlotação e prejudicava o atendimento de quem realmente precisava.

Reflexo também na iniciativa privada
O problema não se limita ao serviço público. Empresários locais relatam dificuldades semelhantes, com impacto direto na produtividade e nos custos das empresas. A discussão, segundo a gestão, precisa envolver responsabilidade coletiva, equilíbrio e respeito aos recursos públicos.

Equilíbrio entre valorização e responsabilidade
O desafio da administração é conciliar a valorização dos bons servidores com o controle de gastos e a eficiência dos serviços. O combate aos abusos é visto como passo essencial para garantir sustentabilidade financeira e condições futuras de melhorias salariais.

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