Após prender incendiários, Polícia de Meio Ambiente pede que cidadão denuncie quem ateia fogo na vegetação

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Chegam os meses de julho e agosto e a história é sempre a mesma, todos os anos. Os incêndios nas matas, florestas e terrenos baldios nas áreas urbanas. Além de interferir na natureza, a população também sofre com as queimadas, que além de sujar vias e casas, a fumaça faz muita gente ir parar nos consultórios médicos. Sem contar quando este fogo está na beira de estradas, causando até mesmo graves acidentes.

Para evitar as queimadas sem autorização, o Brasil conta com três leis federais e um decreto, mas mesmo assim muita gente ainda insiste em colocar fogo na natureza.

Desde 1998 existe a Lei de Crimes Ambientais que prevê penas severas para danos gerados por incêndios florestais. O incendiário pode ficar preso por até quatro anos e paga multa de R$3.489,64. No Código Florestal o uso do fogo em vegetações é expressamente proibido. O Código Penal também considera a prática crime e prevê pena de até seis anos de reclusão. E no Decreto 6.514 de 2008, o incendiário paga multa de R$1 mil por hectare queimado.

Em Pará de Minas é comum receber nas redes sociais imagens de incêndios, tanto dentro da cidade como nas estradas, o que torna a situação ainda mais perigosa. Mas na noite de domingo (18) após denúncias, três homens foram presos acusados de atear fogo no bairro Senador Valadares, em uma área próxima a estrada.

Cabo Adriano Dutra é do 3º Grupamento de Polícia Militar Ambiental e explica detalhes da ocorrência e as penalidades previstas em lei para quem comete este tipo de crime:


Adriano Dutra
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A ação da Polícia Militar na noite de domingo foi uma resposta aos apelos da sociedade que tanto sofre com a poluição causada pelo incêndio e a natureza, que demora meses e até anos para se recompor após a mata ser queimada, além dos animais que morrem ou têm que se abrigar em outro local.

Cabo Adriano Dutra pede, mais uma vez, que a população colabore com denúncias que ajudem a pegar estes incendiários:

Adriano Dutra
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Os três rapazes presos tem 20, 22 e 23 anos. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) também foi até o local após receber denúncias, onde havia vários focos de incêndio, que como estavam no início puderam ser controlados. Os jovens confessaram o crime e disseram ter ateado fogo por diversão. No celular de um deles, imagens do início do incêndio que comprovam a autoria.

Para fazer a denúncia basta ligar no telefone 190 da Polícia Militar. Não é preciso se identificar.

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