Índice de infestação do Aedes aegypti é muito alto e Pará de Minas pode enfrentar nova epidemia de Dengue

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Em média quatro vezes ao ano as secretarias municipais de Saúde realizam o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). Nesta análise, é possível avaliar como está a infestação do mosquito transmissor da Dengue, Febre Chikungunya e Zika vírus no município e ainda estudar formas de junto à população, combater o Aedes aegypti.

Em 2019 foram feitos quatro levantamentos na cidade. No primeiro LIRAa em janeiro daquele ano o índice foi de 2,4, sendo o mesmo registrado em maio. Em agosto o número baixou para 0,5% e em outubro de 2019, o índice foi de 1,4.

Em 2020, os agentes visitaram 1.000 imóveis e após análise, o LIRAa obteve resultado de 6,2% de infestação, índice considerado alarmante. Devido a pandemia do novo coronavírus os levantamentos programados não foram realizados.

Já o primeiro levantamento de 2021 foi finalizado nesta semana e o Portal GRNEWS apurou os números. O resultado assustou os profissionais do setor, sendo que o índice de infestação do Aedes aegypti em Pará de Minas atingiu o índice de 5,4%, número preocupante e quer requer medidas urgentes.

Ainda não foram divulgados os bairros com maior proliferação do mosquito mas este resultado já era esperado, como disse recentemente ao Portal GRNEWS o diretor da Vigilância Sanitária Vander Rodrigues da Silva. É que o período chuvoso é propício para que as fêmeas botem os ovos e eles rapidamente se tornem larva, pupa e em seguida o mosquito adulto, o que leva em média 10 dias para esta transformação.

Segundo o Ministério da Saúde, índices até 0,9% indicam condições satisfatórias; entre 1 e 3,9%, situação de alerta; e superior a 4% o risco é de surto. Ou seja, além da pandemia de COVID-19, Pará de Minas pode viver em semanas um surto de Dengue se nada for feito.

Além da população fazer sua parte, limpando quintais e ficando de olho em todo recipiente ou material inservível que pode acumular água, o poder público também precisa intensificar as ações.

Devido à pandemia de COVID-19, desde o início do ano passado, poucos mutirões foram realizados e os agentes sentiram dificuldades para entrar nas residências e orientar a população.

O período é propício para a proliferação do mosquito transmissor da Dengue. Mas além desse fator é preciso observar se outras situações estão sendo bem conduzidas. Por exemplo, os mutirões de limpeza deixaram de ser realizados com frequência, para citar apenas um indicativo que o trabalho não vem alcançando o resultado desejado em Pará de Minas. Fato é que em 2020 o município registrou mais de 3.600 notificações de Dengue, número muito acima de outras cidades com população maior ou semelhante, como Itaúna, que no mesmo período registrou apenas 185 notificações. Divinópolis que tem mais que o dobro da população de Pará de Minas registrou  670 notificações. Entre os paraminenses foram cerca de 3 mil registros a mais, se comparado com Divinópolis.

Esses dados comprovam que não se trata apenas do período chuvoso, talvez o trabalho de combate ao mosquito transmissor da Dengue precisa ser atualizado em Pará de Minas antes que seja tarde demais. Nunca é demais lembrar que cada um deve fazer a sua parte porque a Dengue mata.

Importante ressaltar que Pará de Minas tem avaliado desde o ano de 2019 metodologias e novas alternativas de vigilância e controle do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como Dengue, Febre Chikungunya e Zika vírus. O projeto é realizado no município em parceira com a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), Ministério da Saúde e Secretaria de Estado de Saúde (SES). Os resultados são promissores, mas se trata de um projeto experimental que não se sabe qual será o parecer final dos pesquisadores. Pode dar certo ou não. Ainda é uma incógnita.

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