GRNEWS TV: Profissionais alertam sobre traumas causados pelo abuso infantil
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a coordenadora Mariane Melo e a psicóloga Sandra Carneiro, do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), destacaram a importância da denúncia, do acolhimento às vítimas e da atenção aos sinais que muitas vezes passam despercebidos pelas famílias.
Casos podem acontecer dentro de casa
As profissionais reforçaram que o perigo nem sempre vem de desconhecidos. Em muitos casos, o agressor é alguém próximo da vítima e até mesmo integrante da família. Segundo elas, isso faz com que muitas crianças tenham dificuldade de entender que estão sofrendo abuso, principalmente quando existe relação de confiança ou dependência emocional.
Mariane Melo alertou que ainda existe subnotificação. Muitas famílias têm medo de denunciar, especialmente quando o agressor é o responsável financeiro da casa ou possui vínculo afetivo com os familiares.
Diferença entre abuso e exploração
Durante a conversa, as especialistas explicaram que abuso sexual e exploração sexual são crimes diferentes. No abuso, o agressor busca satisfação própria e utiliza manipulação, ameaças ou intimidação. Já na exploração sexual existe envolvimento financeiro, como venda de imagens, pornografia infantil ou uso da vítima para obtenção de dinheiro.
Violência nem sempre deixa marcas físicas
Sandra Carneiro destacou que o abuso nem sempre acontece com agressão física. O criminoso pode usar presentes, chantagens emocionais, ameaças e aproximação gradual para manipular a vítima. Ela também chamou atenção para a diferença entre carinho e carícias inadequadas.
Outro ponto importante são os sinais emocionais apresentados pelas crianças. Mudanças bruscas de comportamento, ansiedade, isolamento, irritabilidade, queda no rendimento escolar, agressividade e alterações no sono podem indicar sofrimento psicológico.
Escuta e acolhimento fazem diferença
As profissionais ressaltaram que a fala da criança deve ser levada a sério. Muitas vítimas passam anos em silêncio carregando traumas profundos. O CREAS atua justamente no acolhimento das famílias, orientações e encaminhamentos necessários para atendimento psicológico e social.
Além do Disque 100, denúncias também podem ser feitas ao Conselho Tutelar, Polícia Civil e demais órgãos de proteção da cidade.
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