MG assume liderança nacional com teste do pezinho que identifica 64 doenças

Minas Gerais consolidou-se como o primeiro estado do país a disponibilizar, de forma totalmente gratuita, o rastreamento de 64 enfermidades por meio do Teste do Pezinho. A triagem neonatal ampliada já está em operação em todos os 853 municípios mineiros, permitindo que as famílias tenham acesso ao exame de alta complexidade nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) próximas de suas residências.

Ao se antecipar às exigências da legislação federal, o governo estadual estabeleceu um dos painéis diagnósticos mais abrangentes da rede pública brasileira. O exame agora abrange doenças raras, distúrbios metabólicos, infecciosos, genéticos e imunológicos, permitindo intervenções médicas ainda nos primeiros dias de vida dos recém-nascidos.

Diagnóstico precoce como ferramenta de transformação
A agilidade na identificação de patologias silenciosas é o grande diferencial da política coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) em parceria com o Nupad/UFMG. O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, enfatiza que a medida transforma o cuidado infantil desde o berço.

“Minas Gerais assumiu o compromisso de ampliar a triagem neonatal e hoje garantimos que todas as crianças tenham acesso ao Teste do Pezinho ampliado. Isso permite identificar doenças ainda nos primeiros dias de vida e iniciar o tratamento no tempo certo, evitando complicações e garantindo mais qualidade de vida”, afirma Baccheretti.

O programa mineiro não se limita apenas à detecção. Quando uma alteração é encontrada, o sistema encaminha a criança imediatamente para exames de confirmação e acompanhamento especializado, integrando a atenção básica aos hospitais de referência.

Estrutura robusta e investimento contínuo
Para viabilizar essa cobertura em um território tão vasto, o estado montou uma rede capilarizada com 4.109 pontos de coleta. Essa estrutura permite processar cerca de 1,1 mil testes diariamente. O investimento anual para manter o Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais (PTN-MG) gira em torno de R$ 64 milhões, recursos destinados não apenas aos insumos, mas também ao transporte ágil das amostras e à capacitação técnica.

Verônica Mello, referência técnica da SES-MG, reforça que a estratégia é vital para enfrentar o desafio das doenças raras.

“Com o diagnóstico logo nos primeiros dias de vida, conseguimos iniciar o acompanhamento de forma rápida, o que impacta diretamente na qualidade de vida e no prognóstico dessas crianças”, destaca.

Resultados práticos e o acolhimento das famílias
Os números do programa impressionam: entre 2019 e 2025, mais de 1,4 milhão de crianças passaram pela triagem em Minas, resultando em 2.522 diagnósticos confirmados. Desde sua fundação em 1993, o projeto já acumulou mais de 7 milhões de testes realizados e salvou milhares de vidas ao evitar sequelas graves por meio do tratamento antecipado.

Para as mães, a eficiência do sistema traduz-se em segurança. É o caso de Bárbara dos Santos, cuja filha Maria precisou repetir o exame após uma suspeita inicial. Embora o resultado final tenha sido negativo para a doença, a agilidade do processo marcou a família.

“Receber a ligação pedindo para repetir o teste é assustador, mas a rapidez faz toda a diferença. Saber que existe um acompanhamento e que há tempo para agir traz segurança para a gente”, relata a dona de casa. Com informações da Agência Minas

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