MG monitora infestação por mosquito e intensifica combate à Dengue e outras arboviroses
O Governo de Minas Gerais apresentou os resultados do primeiro ciclo de monitoramento do mosquito Aedes aegypti em 2026. O Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) funciona como um termômetro para as autoridades de saúde, permitindo identificar onde a concentração de larvas do transmissor da dengue, zika e chikungunya é mais crítica. Embora o ano atual apresente números inferiores aos de períodos anteriores, a vigilância permanece alta devido ao calendário sazonal de chuvas e calor, que favorece a reprodução do inseto.
Panorama dos municípios em alerta e risco
Os dados coletados entre os meses de janeiro e março revelam um cenário heterogêneo no território mineiro. Dos municípios que concluíram o estudo, 422 encontram-se em estado de alerta, o que exige atenção redobrada das prefeituras e dos moradores. Outras 184 localidades foram classificadas em situação de risco, apresentando índices de infestação mais elevados. Por outro lado, 213 cidades conseguiram manter indicadores considerados satisfatórios pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).
De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi, o monitoramento é a base para as estratégias de contenção. A análise técnica permite que as equipes estaduais e municipais atuem de forma cirúrgica nos focos de maior perigo, otimizando os recursos de combate e prevenindo o aumento descontrolado de casos durante os meses de maior incidência.
Identificação de focos e metodologia de busca
A eficácia do LIRAa reside em sua metodologia por amostragem, realizada trimestralmente. Agentes de saúde visitam imóveis sorteados em diversos bairros para coletar amostras e verificar a presença de água parada. Esse mapeamento detalhado é o que define o Índice de Infestação Predial (IIP), permitindo que a gestão pública saiba exatamente quais áreas de cada cidade necessitam de intervenções mais urgentes ou campanhas de conscientização específicas.
Guia prático de medidas preventivas para a população
O relatório destaca um dado persistente: a maioria absoluta dos criadouros do Aedes aegypti está localizada no interior das residências. Para reverter esse quadro, é fundamental que cada cidadão adote uma postura ativa. Especialistas recomendam uma vistoria minuciosa em diferentes áreas da casa:
Gestão de resíduos e recipientes: mantenha lixeiras sempre tampadas e o quintal livre de entulho. Garrafas e baldes devem ser guardados virados para baixo, e pneus ou outros objetos cobertos com lonas precisam que estas estejam bem esticadas para não formar poças.
Cuidado com a água interna: tonéis e caixas d’água devem estar hermeticamente fechados. É necessário secar reservatórios de eletrodomésticos como ar-condicionado, geladeiras e umidificadores, além de retirar o acúmulo de água em áreas de serviço.
Manutenção de estruturas: ralos (internos e externos) e calhas de chuva devem ser mantidos limpos. Nos ralos, a aplicação de telas é uma barreira física eficaz.
Atenção à flora e pets: elimine os pratinhos dos vasos de plantas e tenha cuidado redobrado com espécies que acumulam água entre as folhas, como bromélias e babosas, mantendo-as em locais cobertos. Já os bebedouros dos animais de estimação devem ser lavados com bucha ou escova regularmente.
Atitudes simples como essas são consideradas as medidas mais potentes para reduzir a transmissão e, consequentemente, evitar complicações graves e óbitos no estado.
Com informações da Agência Minas
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