Setor de serviços atinge topo histórico impulsionado por tecnologia e logística

O coração da economia brasileira segue em ritmo de expansão. Em fevereiro de 2026, o setor de serviços registrou uma leve alta de 0,1% em comparação ao mês anterior, o suficiente para levar o segmento ao patamar mais elevado de toda a série histórica. Os dados, revelados pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, mostram que o país mantém uma trajetória de crescimento consistente, acumulando 23 meses seguidos de resultados positivos na comparação anual.

Esse desempenho recorde reflete a resiliência de um setor que se tornou o principal motor do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado dos últimos 12 meses, os serviços já somam uma valorização de 2,7%, consolidando a recuperação e o avanço econômico no período pós-pandemia.

O protagonismo da tecnologia e o fôlego do transporte de cargas
Dois pilares sustentaram o recorde de fevereiro: a área de Informação e Comunicação e o setor de Transportes. O primeiro saltou 1,1%, com destaque para o dinamismo dos serviços de Tecnologia da Informação (TI). De acordo com analistas do IBGE, essa liderança do setor tecnológico vem se fortalecendo desde o fim da crise sanitária, ditando o ritmo de inovação e faturamento de toda a cadeia produtiva.

Já o segmento de Transportes avançou 0,6%, impulsionado fortemente pela logística nacional. O transporte rodoviário de cargas cresceu 0,9%, refletindo a movimentação intensa de mercadorias pelas rodovias do país. Em contrapartida, o setor de transporte aéreo de passageiros foi o ponto de retração dentro dessa categoria, impedindo um avanço ainda maior do índice.

Recuperação nos serviços prestados às famílias
Após um início de ano tímido, as atividades voltadas ao consumo das famílias mostraram fôlego renovado, com alta de 1,4% em fevereiro. Este foi o melhor desempenho para o segmento desde março de 2025, sinalizando que os brasileiros voltaram a demandar mais serviços presenciais e de lazer.

Entretanto, nem todos os campos apresentaram números positivos. Os serviços profissionais e administrativos registraram a terceira queda consecutiva, acumulando uma perda de 0,7% no trimestre. Outros serviços, que haviam saltado no mês anterior, tiveram um recuo natural de 0,4%, devolvendo parte dos ganhos recentes. No saldo geral, o crescimento do transporte metroferroviário e da tecnologia garantiu que o país alcançasse um novo teto de produtividade no setor. Com informações da Agência Brasil

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