GRNEWS TV: Ciúme disfarçado revela controle e inicia ciclo de violência contra a mulher

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Priscilla Messiane, psicóloga, e Mariane Melo, coordenadora do CREAS falaram sobre a rede apoio às mulheres e meninas vítimas de violência em Pará de Minas.

Violências invisíveis antecedem agressões físicas
Especialistas alertam que a violência doméstica raramente começa com agressões físicas. Antes disso, surgem comportamentos considerados “normais” por muitas vítimas, como críticas constantes, humilhações, restrições de liberdade e controle sobre decisões pessoais. A violência psicológica e moral costuma ser o primeiro estágio desse processo, que evolui de forma silenciosa.

Situações como impedir o uso do celular, limitar o contato com amigos e familiares ou controlar a rotina são exemplos comuns. Muitas mulheres não reconhecem essas atitudes como violência, principalmente quando o agressor não utiliza força física e mantém o papel de provedor dentro de casa.

Ciúme excessivo é sinal de alerta, não prova de amor
O ciúme, frequentemente romantizado, pode esconder comportamentos abusivos. Comentários sobre roupas, maquiagem ou amizades, além da tentativa de controlar a exposição nas redes sociais, são sinais de alerta. Frases como “mulher minha não faz isso” indicam uma visão de posse, que não condiz com relações saudáveis.

Com o tempo, essas atitudes podem evoluir para isolamento social e dependência emocional. Em muitos casos, a mulher passa a acreditar que essas restrições fazem parte do cuidado ou da proteção, o que dificulta a percepção da violência.

Pressão social e julgamento dificultam rompimento
Outro fator que agrava a situação é o julgamento social. Comentários simplistas como “é só sair dessa relação” ignoram a complexidade do problema. A violência doméstica envolve aspectos emocionais, econômicos e culturais, muitas vezes enraizados em padrões históricos de desigualdade.

Esse contexto contribui para que a vítima permaneça no relacionamento, mesmo diante de sinais claros de abuso. A falta de apoio e o medo de julgamento também dificultam a busca por ajuda.

Apoio entre mulheres e informação são essenciais
Especialistas reforçam a importância da rede de apoio e da informação para romper esse ciclo. Reconhecer os sinais precoces de violência e compreender que ninguém é propriedade de ninguém são passos fundamentais para relações mais saudáveis.

O enfrentamento à violência exige conscientização coletiva e mudança de comportamento, tanto nas relações pessoais quanto na sociedade como um todo.

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