Pais preocupados: adolescentes paraminenses deixam de comer e dormir por causa do celular

Em julho do ano passado o Brasil possuía 235 milhões de linhas de telefonia celular segundo dado da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Isso mostra que a cada mês o número de pessoas com aparelho celular cresce no país.

Seja para uso profissional ou pessoal, certo é que o celular se tornou ao longo dos últimos anos o melhor amigo da maioria das pessoas. Além do objetivo principal para o qual foi criado que é de fazer ligações, hoje temos praticamente um computador no nosso bolso. Aplicativos tem tornado nossas vidas mais fáceis e as conversas mais rápidas.

Porém, o que preocupa os especialistas é o tempo gasto com este pequeno equipamento. Abusar no uso desta tecnologia pode trazer vários riscos à qualidade de vida, saúde e até mesmo felicidade.

Com a inclusão digital, hoje 82 milhões de brasileiros usam a internet no celular, ficou fácil e rápido saber as últimas noticias, conversar com um amigo ou familiar que mora longe, ter a resposta daquela pergunta tão esperada, resolver questões do trabalho sem nem sair de casa.

Mas grudar no celular para acessar a internet também pode mostrar um lado mais sombrio das pessoas que usam na rede para falar e fazer o que quiser. E isso tem preocupado Marina Saraiva, psicóloga e coordenadora de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de Pará de Minas:


Marina Saraiva
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A psicóloga cita ainda que as pessoas estão se tornando dependentes do celular e às vezes perdem momentos importantes da vida. Ela alerta que o telefone deve ser usado como algo produtivo, mas com limite:

Marina Saraiva
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No consultório Marina atende um número significativo de adolescentes cujos pais estão apreensivos. É que muitos deixam de comer, dormir e até se relacionar com outras pessoas por causa do celular. A profissional explica como os pais devem proceder nestes casos:

Marina Saraiva
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Existe o termo nomofobia criado no Reino Unido para descrever o pavor de estar sem o telefone por perto. É uma abreviação do termo em inglês no-mobile-phone phofia.

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio Janeiro mostrou que 34% dos entrevistados afirmaram ter alto grau de ansiedade sem o telefone por perto.

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