Negociações sobre reajuste dos servidores municipais seguem em debate na Câmara de Pará de Minas. Reunião com prefeito será decisiva
Durante a reunião da Câmara Municipal de Pará de Minas, nesta terça-feira (16), o Projeto de Lei Complementar nº 03/2025, que propõe alterações em planos de cargos e salários do magistério e dos servidores municipais, foi retirado de pauta após novo pedido de vistas da Comissão de Saúde, feito pelos vereadores Marcílio Magela de Souza (PSD) e Cristiano Fernandes da Silva (Republicanos). Conforme publicado pelo Portal GRNEWS, na semana passada o projeto saiu de pauta com pedido de vistas feito pelo vereador Lucas Henriques da Silva (Republicanos).
Reivindicações em aberto
A proposta apresentada pelo prefeito Inácio Franco (PL) prevê reajuste para cerca de 700 servidores de nível elementar que recebem abaixo do salário mínimo, elevando os vencimentos para R$ 1.630,00. O Sitraserp, sindicato que representa a categoria, defende um aumento maior, fixando o valor em R$ 1.850,00.
Argumentos dos vereadores
O vereador Marcílio Magela de Souza destacou que o pedido de vistas foi necessário para manter aberta a possibilidade de negociação com o Executivo. Ele lembrou que os servidores de menores salários ainda não foram contemplados de forma satisfatória e reforçou que o valor proposto é considerado insuficiente. “A única ferramenta que temos é o pedido de vistas, para tentar buscar um acordo que valorize melhor esses trabalhadores”, afirmou:

Marcílio Magela de Souza
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Já o vereador Lucas Henriques da Silva ressaltou que conseguiu agendar uma reunião entre prefeito, vereadores, sindicato e servidores para a manhã desta quarta-feira (17), que deve ser decisiva sobre este assunto. Segundo ele, o objetivo é ouvir diretamente do chefe do Executivo qual será a decisão final: manter a proposta atual, ampliar o reajuste ou realizar ajustes no texto. “Queremos uma resposta do próprio prefeito”, disse:

Lucas Henriques da Silva
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Próximos passos
A expectativa é de que a negociação avance nesta nova rodada de conversas. Caso haja entendimento, o projeto poderá voltar à pauta da Câmara Municipal já na próxima semana, com possíveis modificações. Enquanto isso, a mobilização dos servidores e a pressão do sindicato continuam sendo fatores decisivos no processo.
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