Alergia à maquiagem: 8 cuidados essenciais para proteger seus olhos
O Brasil é um dos maiores consumidores globais de cosméticos, e a maquiagem para os olhos lidera o ranking de produtos que causam reações alérgicas. De acordo com a oftalmologista Maria Beatriz Guerios, as alergias relacionadas ao uso de maquiagem podem afetar entre 30% e 77% das mulheres.
A alta incidência é explicada pela sensibilidade natural da região ocular e pela composição de alguns cosméticos. A especialista alerta que itens como sombras, lápis e delineadores, especialmente os coloridos e brilhantes, podem conter metais pesados em suas fórmulas, incluindo alumínio, cobalto, níquel, cromo e chumbo.
Além dos metais, a oftalmologista chama a atenção para os conservantes. “Uma desses conservantes é o timerosal, uma forma de mercúrio com alto risco de desencadear reações alérgicas nos olhos e nas pálpebras”, explica Maria Beatriz.
Sinais de alerta: reações imediatas ou tardias
É crucial que as usuárias fiquem atentas, pois as reações alérgicas nem sempre são imediatas, podendo se manifestar tardiamente. Os principais sintomas de que o problema está relacionado ao uso de maquiagem incluem:
Ardência;
Vermelhidão;
Coceira;
Lacrimejamento;
Inchaço das pálpebras;
Surgimento de bolhas ou erupções na pele.
A boa notícia é que o mercado atual oferece diversas opções hipoalergênicas e cuidados simples podem reduzir drasticamente o risco de irritações.
Oito dicas para quem tem olhos sensíveis
A oftalmologista Maria Beatriz Guerios listou oito cuidados práticos para ajudar quem sofre com alergias a continuar realçando a beleza sem comprometer a saúde ocular:
Escolha produtos testados: Dê preferência a maquiagens com o selo hipoalergênico e oftalmologicamente testado, mesmo que o preço seja mais elevado.
Evite as bordas internas: A aplicação de lápis ou delineador nas margens internas das pálpebras (linha d’água) pode obstruir as glândulas de lubrificação do olho. Reserve o uso para ocasiões especiais e evite produtos à prova d’água nessa região.
Cuidado com a máscara de cílios: Opte por rímel hipoalergênico e não à prova d’água, pois sua remoção exige demaquilantes mais agressivos. Troque o rímel a cada três meses, pois as cerdas acumulam bactérias que podem agravar alergias e blefarite.
Mantenha aplicadores limpos: Pincéis e esponjas acumulam oleosidade e células mortas, facilitando a proliferação de micro-organismos. Lave-os com frequência usando água e xampu neutro infantil, secando-os completamente ao ar livre ou ao sol.
Não compartilhe maquiagem: Maquiagens são itens de uso pessoal. Compartilhá-las aumenta o risco de transmissão de bactérias e fungos.
Sempre remova a maquiagem antes de dormir: Deixar de tirar a maquiagem obstrui os poros e pode agravar inflamações, como a blefarite. Use demaquilantes suaves ou água micelar, evitando removedores à base de óleo.
Prefira sombras cremosas ou compactas: Sombras em pó podem irritar os olhos com mais facilidade. O ideal é usar versões cremosas ou compactas e, principalmente, evitar maquiagens brilhantes ou com glitter, que contêm metais e são perigosas para alérgicos.
Verifique a validade e a procedência: Organize seus produtos a cada três meses e descarte maquiagens vencidas ou aquelas que apresentem alteração de cheiro ou textura. Evite produtos sem aprovação dos órgãos de vigilância sanitária.
A oftalmologista finaliza alertando: “Na presença se sinais e sintomas persistentes, como coceira, irritação, ardência, surgimento de bolhas e erupções, procure um Oftalmologista”. Com informações da Assessoria de Comunicação da oftalmologista Maria Beatriz Guerios

