Governo age para conter preço do diesel e garantir abastecimento nacional, diz Alckmin

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, reforçou o compromisso do governo federal em estabilizar o mercado de combustíveis e evitar repasses excessivos ao consumidor final. A estratégia central foca na manutenção do fluxo de suprimentos e no controle do valor do óleo diesel, insumo vital para a economia brasileira. Para alcançar esse objetivo, a gestão anunciou a isenção total das alíquotas de PIS/Cofins sobre o produto, além da implementação de uma subvenção adicional de R$ 0,32 por litro.

Com esse conjunto de medidas, a projeção oficial é que ocorra uma redução de, no mínimo, R$ 0,64 por litro diretamente nas bombas. O movimento é uma resposta direta à instabilidade no Oriente Médio, que elevou a cotação internacional do petróleo. Como o Brasil ainda depende da importação de cerca de 25% do diesel consumido internamente, o cenário externo pressiona os custos locais.

Proteção contra a inflação e segurança alimentar
Alckmin, que também lidera o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), destacou que o controle do diesel é uma ferramenta essencial para segurar a inflação. O aumento deste combustível gera um efeito cascata que encarece o transporte de mercadorias e, consequentemente, o preço dos alimentos nas prateleiras.

Ao avaliar a condução atual, o vice-presidente classificou a ação como “inteligente”, contrastando-a com políticas de gestões anteriores que limitaram o ICMS estadual sem compensações, o que resultou em disputas judiciais e precatórios elevados. Ele ressaltou que, embora o país seja um grande produtor de petróleo bruto, a infraestrutura de refino nacional ainda é insuficiente para atender à demanda total de diesel, justificando a necessidade de intervenções pontuais no mercado importado.

Renovação da frota e incentivos à indústria
Durante visita a uma concessionária em Santa Maria (DF), Alckmin celebrou os avanços do programa Move Brasil, voltado para a modernização da frota de caminhões. Segundo ele, a iniciativa já mobilizou R$ 6,2 bilhões dos R$ 10 bilhões previstos em apenas dois meses. A estratégia de “depreciação acelerada” de equipamentos permitiu que as taxas de juros médias caíssem de 23% para 13%, facilitando a aquisição de veículos novos ou seminovos por caminhoneiros autônomos.

Além da economia, o vice-presidente vinculou a renovação da frota à segurança pública e à saúde. Veículos dotados de novas tecnologias funcionam como uma “vacina” nas estradas, prevenindo acidentes e poupando vidas, além de operarem com maior eficiência energética.

Foco em sustentabilidade e mobilidade verde
O incentivo à indústria também se estende aos veículos de passeio por meio da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis considerados sustentáveis. Para se enquadrar no benefício, o veículo deve ser fabricado no Brasil, possuir motor flex, ter índice de reciclabilidade de 80% e respeitar o limite de emissão de 83 gramas de CO2 por quilômetro rodado.

A medida visa reduzir a poluição ambiental e consolidar o Brasil como um polo de produção de tecnologias limpas, unindo o desenvolvimento econômico à responsabilidade climática. Com informações da Agência Brasil

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